Após quase três horas de cirurgia, o médico que atendeu Alice sai da sala e vai ao encontro dos pais dela, que estão nervosos sem notícia alguma da filha.
— Olá, sou o doutor James Stuart, os senhores são os pais de Alice Taylor?
— Sim, como a nossa filha está? — respondem em uníssono.
— A senhora Taylor apresentou um quadro de pré-eclâmpsia ao entrar nessa unidade e, dessa forma, percebemos que houve mudanças no comportamento do bebê. Para a segurança das duas, decidimos fazer uma cesária de emergência.
— E onde estão elas?
— A senhorita Taylor está recebendo os cuidados pós-operatórios enquanto a bebê foi levada às pressas para a unidade de tratamento intensivo.
— Isso não pode ser verdade, como fizeram uma coisa dessas sem a nossa autorização? — Questiona Silvia.
— Antes de entrar na sala de cirurgia, a senhorita Taylor estava lúcida e assinou a autorização, assumindo a responsabilidade.
— Mas ela não estava em condições de fazer isso — Silvia exclama, alterada. — Quero ver a minha filha agora mesmo.
— Ela será levada para o quarto em instantes, por favor, tenham um pouco mais de paciência.
O médico sai dali, deixando o casal Taylor totalmente apreensivo. Eles temiam pela vida da filha e da neta. Após alguns minutos, puderam ir vê-la.
— Alice — Silvia correu para perto da cama onde a filha estava.
— Mãe — diz Alice, com os olhos cheios de lágrimas. — Onde está a minha filha? — questiona.
— Ela foi levada para a UTI — explica.
— Por favor, mãe, me deixe vê-la — pede, ainda fraca por conta dos medicamentos.
— Não pode sair daqui, você também precisa de cuidados — Silvia a alerta.
— Irei até lá e procurarei por informações, querida, por favor, fique calma — George diz, apertando a mão da filha. — Assim que eu tiver alguma novidade, retornarei.
— Por favor, pai, não deixe a minha filha morrer — pede Alice, com os olhos cheios de lágrimas.
— Ela não vai morrer, querida, eu prometo — diz George, saindo dali.
Após George sair do quarto, Alice fica a sós com a mãe.
— Filha, como pode ter assinado uma autorização arriscada?
— O médico me disse que ela não estava recebendo oxigênio, mãe, como poderia deixar a minha filha morrer se havia chances de salvá-la? — questiona.
— Mas isso foi tão perigoso para vocês duas.
— Eu sei, mas só queria que a Lily ficasse bem.
— Lily? — Questiona Silvia. — Esse é o nome que escolheu para ela?
— Sim, ela é minha flor, precioso e pura — comenta. — O médico só me deixou vê-la por alguns segundos. Ela é tão pequenininha e tão frágil.
— Não se preocupe, daqui a pouco o seu pai irá nos trazer atualizações sobre a Lily. Não se esqueça, ela é um bebê prematuro, precisa de cuidados especiais. Se preocupe um pouco com você, acaba de fazer uma cirurgia de risco.
— Tudo bem — respira fundo. — Vou ficar bem, não se preocupe.
Silvia abraça a filha, que está pálida.
— Onde está a Laila? — questiona Alice.

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