Após alguns minutos de conversa a sós, as duas amigas precisam encerrar aquele assunto, pois Silvia e George entram no quarto.
Alice olha para o pai com o olhar cheio de expectativas.
— Me fala como ela está, pai — pede, tentando mais uma vez se levantar da cama, mas é impedida por Laila e Silvia, que a seguram.
— Filha, se acalme, não pode se mexer bruscamente — diz Silvia, tentando acalmar a filha.
— Quero saber como a minha filha está — diz com a voz ansiosa.
— Ela está estável — responde George. — Os médicos estão empenhados em cuidar dela com todo o cuidado possível.
— Você a viu, papai? — pergunta com lágrimas nos olhos.
— Não, querida, só o pessoal autorizado pode entrar lá — explica. — Isso é para segurança da bebê, que deve ficar longe de qualquer infecção ou bactéria.
— Sei disso, mas queria tanto que a visse pelo menos para ter certeza de que ela está bem — lamenta Alice, com o olhar vago.
— Confie nos médicos, tudo vai ficar bem.
— O seu pai tem razão, meu amor, tente ficar calma. Nesse momento, o que pode fazer é cuidar do seu pós-operatório — Silvia diz, tirando a bolsa de cima da poltrona e se sentando no lugar onde ela estava. Discretamente, abre a bolsa e aperta o botão para que a gravação se encerre.
Pelos minutos de gravação, Silvia estava com esperanças de que conseguiria alguma informação importante.
— É verdade, Alice, você deve dormir um pouco, daqui para frente só o tempo será o seu aliado — Laila diz. — É através do tempo que a Lily irá amadurecer os pulmões, se adaptará à alimentação e ganhará peso.
— Tem razão. — Alice fecha os olhos e começa a fazer uma prece para Deus, pedindo que ele visitasse sua filha na UTI-neonatal e cuidasse dela.
— Hoje foi um dia longo, que tal vocês irem para casa descansar? — sugere Silvia. — Acredito que a Laila deva estar cansada e com fome e você também, George. Do jeito que saiu do trabalho, veio para cá. Vão para casa e descansem um pouco, qualquer novidade aviso a vocês.
— Posso ficar com a Alice, já que ficarei na cidade por três dias — Laila se oferece.
— Se quiser, pode vir amanhã pela manhã, hoje eu mesma ficarei com a minha filha, já que não estou com cabeça para dormir — diz Silvia, se ajeitando na poltrona.
— Tudo bem.
George e Laila se despedem de Alice e saem dali. Como Laila havia sido convidada pela família Taylor para ficar no apartamento deles, pegou carona com George.
No hospital, Silvia ajuda a filha a se levantar e tomar banho. Alice reclama de dor, mesmo assim faz tudo conforme a mãe lhe pede. Após alguns minutos, Alice janta um pouco e depois fica ali, olhando para o teto, já que não consegue dormir pensando em Lily.
— Quer conversar um pouco? — Sugere Silvia, percebendo a inquietação da filha.
— Não sei o que devo conversar num momento como esse — confessa Alice, sem tirar os olhos do teto.
— Seus pensamentos estão longe — Silvia continua.
— Eles estão na UTI Neonatal — comenta.
— Não se preocupe, meu amor, a Lily é uma bebê muito forte. Você verá que logo isso se tornará apenas uma lembrança de um dia difícil.
— É o que espero — diz, virando-se para a mãe. — Obrigada por estar aqui, mãe — agradece emocionada.
— Vocês duas são jovens e não entendem nada da vida. Está privando esse homem de conhecer a filha e, se ele descobrir isso no futuro, poderá tirá-la de você, entende?
A revelação da mãe deixa Alice apreensiva, pois não poderia imaginar perder a filha um dia.
— Agradeço a sua preocupação, mas isso nunca acontecerá porque ele jamais saberá sobre a Lily.
— Se é isso que decidiu, não mudará nada se me falar quem é ele, não acha?
— Já disse que não falarei, mãe, por favor, nunca mais me pergunte sobre esse assunto.
— Está bem — Silvia responde triste. — Não falarei mais sobre isso.
Ela afasta novamente a poltrona de perto da cama de Alice.
— Não fica assim, por favor — Alice pede, ao ver que a mãe ficou um pouco decepcionada.
— Não se preocupe com isso, vê se descansa um pouco — pede para a filha. — Vou ouvir um pouco de ruído branco para tentar relaxar um pouco, posso? — pergunta, pegando o celular e os fones de ouvido.
— Fique à vontade.
Silvia se levanta e apaga a luz do quarto, pedindo que a filha feche os olhos e descanse um pouco. Após isso, se acomoda em sua poltrona e coloca os fones no ouvido. Se não ouviu da própria filha a verdade, teria que usar de outros meios.
Ela começa a ouvir a gravação e de repente fica paralisada, quando escuta o nome de Richard Carter.
— Não pode ser — Silvia sussurra sentindo-se em choque.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido CEO, seu bebê quer te conhecer!