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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 67

A fala de sua mãe a deixa surpresa, porque do jeito que Silvia expressa aquela frase, demonstra que ela sabe de alguma coisa que Alice ainda não teve conhecimento.

— Do que está falando, mãe, me diz? — pergunta Alice, com o olhar confuso.

— Não sei, me diga você — Silvia se afasta da filha, percebendo estar falando demais.

— Eu já expressei milhares de vezes que não tenho nada para te dizer — diz Alice, com certa inquietação.

— Acredito que o único motivo que a faz não querer me contar sobre esse homem deve ser porque ele é comprometido com alguém. Por acaso, ficou com alguém casado?

— Não, claro que não — responde indignada. — Ele não é comprometido com ninguém. Acha mesmo que eu teria coragem de me relacionar com um homem casado? Pelo amor de Deus, o que a senhora está pensando de mim?

Ao ouvir a resposta da filha, Silvia percebe que Alice não está familiarizada com as informações sobre Richard, o que a leva a concluir que Richard enganou sua filha ao não informar que era um homem comprometido.

— E como você sabe disso? — insiste. — Por acaso você o conhece bem?

— Mãe, o que a senhora quer insinuar com essa conversa estranha? — Alice pergunta, demonstrando cansaço com as insinuações da mãe.

— Só quero saber se você conhece mesmo o homem com quem teve uma filha, porque, caso você não saiba, querida Alice, o que mais existe nesse mundo são cafajestes comprometidos que fingem ser solteiros só para pegar mocinhas inocentes como você.

— Eu não sou uma mocinha inocente, para de querer me tratar como uma criança! — menciona Alice, com a voz mais alterada.

— Tudo bem — Silvia inspira lentamente. — Se não quer que eu pense o pior sobre você, é melhor pensar em me dizer sobre esse homem, está me ouvindo?

— Pode apenas aceitar que sou uma mãe solo? Mãe, sei que a senhora tem seus traumas por conta da minha avó, mas agora deve se lembrar de que essa é a minha realidade, eu vou cuidar dessa criança sozinha — Alice abaixa novamente a voz, querendo que a mãe lhe compreendesse.

— Mas o pai dela tem direito de saber da existência da Lily.

— Ele teve a oportunidade de saber e a ignorou, eu agora quero seguir a minha vida sem me lembrar dele nunca mais.

— Tem certeza de que é isso que quer, Alice?

— Tenho, sim, mãe. A partir de agora, sou eu e a Lily e, por tudo que é mais sagrado, não toque mais em assuntos sobre esse homem. — Há dor nas palavras de Alice.

Os olhos de Silvia se enchem de lágrimas. Ela sabe que a filha tem os seus motivos para não querer dizer a Richard sobre a Lily, porém acredita que, mesmo que ele seja comprometido, precisa saber sobre a bebê.

— Me diz o nome dele e eu nunca mais tocarei nesse assunto — Silvia a pede em forma de súplica.

Mesmo que já soubesse sobre Richard, queria ouvir da própria filha a verdade, como uma amostra da confiança que ainda havia entre elas.

— Em breve poderá, mãe, vamos manter a fé — Alice diz, tentando manter a positividade.

A porta abre novamente e dessa vez é Laila que entra.

— Bom dia, como você está se sentindo hoje, Alice? — Laila pergunta, abraçando a amiga.

— Estou aflita, Laila, poderei ver a minha filha hoje, mas a médica disse que ela está instável.

— Não fique assim, amiga, Deus vai cuidar dela.

— Acredito que o pai da bebê também ficaria aflito se soubesse — diz Silvia, chamando a atenção das duas. — Você devia pensar nele também, Alice, não pode privá-lo de sentir as mesmas emoções que você, isso é egoísmo.

— Mãe… — Alice adverte a mãe. — Não me deixe mais aflita do que já estou.

— Não diga depois que não avisei. Eu não vou me meter na sua vida, mas saiba que você é responsável pelas coisas que acontecerão no futuro, quando a sua filha crescer e pedir explicações sobre o pai. — Silvia pega a bolsa e insinua que irá sair dali. Quando se aproxima da porta, vira-se para trás e olha para a filha mais uma vez. — Uma coisa é esse homem saber da filha e não a aceitar, outra coisa é ele nunca saber e perder a oportunidade de participar da vida dela. Pense muito bem nisso, filha. Agora não é mais sobre vocês dois e sim sobre a Lily. — Após dizer o que pensa, Silvia sai dali, com um monte de ideias na cabeça.

Ela quer respeitar a decisão da filha, mas também quer que a neta tenha a oportunidade de conhecer o pai. Silvia caminha pelos corredores do hospital e passa perto da porta da UTI neonatal. Mesmo que não veja a neta, sente um aperto no peito ao se lembrar de que a bebê está ali lutando pela vida.

— Seja forte, meu amorzinho, a vovó te promete que se você viver, te dará a oportunidade de conhecer o seu pai, mesmo que tenha que passar por cima da autoridade de sua mãe. — Sussurra, antes de sair dali.

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