Pela manhã, lá estão Alice e George Taylor sentados na sala de espera do escritório de Christopher Bertone, diretor da universidade de Manchester. Alice está nervosa e já havia ido ao banheiro mais de três vezes desde que chegou ali.
— Fique calma ou não conseguirá conversar lá dentro — diz George, notando o nervosismo da filha.
— Eu nem consegui dormir a noite pensando sobre hoje, estou com tantas expectativas, pai.
— Vai dar certo, filha, pense positivo.
— Alice Taylor — A secretária de Christopher Bertone aparece na sala e chama por seu nome.
— Sou eu — ela responde e se levanta prontamente.
— O senhor Bertone irá recebê-la agora mesmo.
— Tudo bem — responde, lançando um olhar para o pai.
— Boa sorte — o pai sussurra, antes de Alice sair dali.
Mesmo que estivesse com as mãos suado, Alice consegue saudar o diretor da universidade com um sorriso largo.
— Bom dia, senhor Bertone, é um prazer conhecê-lo — diz, apertando a mão do senhor de aparentemente sessenta anos.
Christopher é branco, tem cabelos grisalhos e usa um óculos estranho de cor cinza, que acaba não valorizando seus olhos azuis. Embora tenha um semblante sério, sua voz é amigável ao recebê-la.
— Bom dia, senhorita Taylor, é um prazer recebê-la aqui, por favor, sente-se. — O homem aponta para a cadeira que está à sua frente.
Enquanto Alice se senta, ele a observa.
— Seu pai me falou muito sobre a senhorita e confesso que fiquei para vê-la pessoalmente — diz Christopher.
— Declaro que fiquei surpresa quando ele me disse que veio vê-lo — declara. — Jamais esperaria uma atitude dele dessa forma, embora o meu pai seja um homem maravilhoso.
— Os pais sempre fazem o que podem pelos filhos. — Quando Christopher diz essa frase, olha para uma imagem que está no porta-retratos em cima da mesa.
Na foto, há uma garota de aparentemente treze anos, loira de olhos azuis, que se parece muito com Christopher. Alice deduz que aquela seja a sua filha.
— Que jovem bonita — comenta, admirando a foto.
— Essa é Abby, minha filha. Se estivesse viva, teria hoje a sua idade — relata com o olhar distante.
— Sinto muito — expressa Alice, com profundo respeito à dor daquele homem.

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