Katherine estava sentada no balcão da cozinha, uma tigela de mousse de chocolate nas mãos, os pés balançando alegremente enquanto saboreava cada colherada. Até que Phillip se aproximou, com um olhar que poderia incendiar o ar ao redor.
Ela ergueu os olhos no instante em que ele se colocou entre suas pernas, ficando perigosamente perto. Seu corpo enrijeceu, com aquela tensão elétrica que só ele causava. Um brilho travesso dançava em seus olhos, e um sorriso tímido curvava seus lábios perfeitamente desenhados. As bochechas, naturalmente coradas, ganharam um tom mais vívido de vermelho ao tê-lo tão perto.
— O que achou do jantar? — perguntou ele, com a voz baixa e grave, observando cada pequena reação dela.
Katherine abaixou a colher devagar, olhou para ele e sorriu.
— A comida estava ótima. — respondeu, num tom provocador.
Phillip se aproximou ainda mais, fazendo com que o rosto dela esquentasse visivelmente.
— Claro que estava. — disse, sem ironia. Katherine desviou os olhos, brincando com os dedos como se algo a preocupasse.
Ele não a deixava escapar. Encostou a testa na dela com delicadeza, respirando aquele momento como se fosse um refúgio.
Paraíso.
Essa era a palavra que ele poderia usar para descrever. Ali, entre a bancada da cozinha e o calor do corpo dela, Phillip sentia que havia encontrado um novo lar, e nada mais poderia parecer tão certo.
— Phillip... — A voz dela soou mais baixa. — O que eu sou para você?
— Hum... você é cada razão, cada esperança e cada sonho que eu já tive — respondeu sem hesitar.
As bochechas de Kate arderam ainda mais, e ela mordeu o lábio inferior com um sorriso pequeno, quase descrente, mas feliz. Ele sabia que ela precisava daquilo. Precisava se sentir segura, vista, importante. Porque por trás daquele sorriso bonito, havia rachaduras que só o tempo poderia curar e que doíam nele mais do que nela mesma.
— O que eu te lembro? — perguntou ela, baixinho, como uma criança curiosa.
Phillip segurou seu queixo com delicadeza e a fez olhar para ele.
— Você me lembra das melhores coisas da vida, Kate. — sussurrou.
Ela sorriu de novo, dessa vez com os olhos pousando nos lábios dele. O corpo de Phillip enrijeceu. Não queria avançar. Queria que ela tomasse a iniciativa. Queria ser escolhido.
E foi.
As mãos dela envolveram seu pescoço com ternura, puxando-o para mais perto. O coração de Phillip batia descontroladamente. Ela o tocava com carinho, os dedos traçando linhas suaves em sua nuca, e ele se perdeu nessa sensação.
— Me beija, Kate. — murmurou quando não pôde mas suportar a espera.
Ela prendeu a respiração e se inclinou. Os olhos se fecharam, o perfume dela o cercou, e os lábios se encontraram num roçar leve. Faíscas dispararam por seu corpo como uma explosão.
Phillip sentiu aquelas três palavras subirem pela garganta e chegarem à ponta da minha língua antes mesmo que eu pudesse perceber. Seus lábios se abriram, inalando profundamente e, por um instante, o mundo inteiro ficou em silêncio enquanto ele segurava seus quadris com mais força. Eram apenas ele e ela vivos no mundo. O bater dos corações e suas respirações profundas eram as únicas coisas que se ouviam. Sua voz era cristalina enquanto respirava aquelas palavras.
— Eu te amo. — disse ele, num sussurro entrecortado.
Os lábios dela se colaram nos dele, e o coração dele explodiu em êxtase. Ela envolveu as pernas ao redor da cintura dele, aproximando os dois ainda mais. Phillip queria lembrar de tudo.
Cada movimento.
Cada respiração.
Cada carícia.
Seu hálito quente roçou os lábios dela, provocando sem tocar de verdade. Kate gemeu, implorando por mais, mas ele se manteve no jogo, mantendo uma distância cruel. Os olhos dele ainda a devoravam, e seus lábios entreabertos denunciavam o próprio esforço para se controlar.
— Por que você parou? — sussurrou ela, os olhos queimando de desejo e frustração.
Phillip deixou um sorriso travesso dançar nos lábios, enquanto inclinava a cabeça, aproximando-se ainda mais sem ceder ao beijo.
— Por que você não diz? — devolveu ele.
Kate piscou, confusa, franzindo levemente o cenho.
— O quê?
— O quanto você me ama.
Os dedos tremeram ao se fecharem na gola da camisa dele. Mordeu o lábio inferior, sentindo o calor se espalhar pelo corpo e se aproximou dele para sussurrar.
— Eu te desafio a encontrar alguém que te ame mais do que eu. — murmurou ela contra o ouvido dele.
— Sim. Me ame, Kate. — sussurrou, os lábios desenhando um caminho de beijos pelo queixo dela. — E me deixe te amar. — Havia algo desesperadamente sincero no modo como ele dizia isso, como se a amar fosse tão vital quanto respirar. — Nada é mais sexy do que um homem implorando por você. — continuou ele, a respiração entrecortada.
Kate engoliu em seco, tentando absorver tudo o que estava sentindo ao mesmo tempo. Ele aproximou-se ainda mais, e ela sentiu cada batida do coração dele vibrando contra o próprio peito.
— Eu vou te amar com calma, então eu vou te beijar profundamente… e ver se consigo tirar o seu fôlego. — prometeu ele, a voz rouca e intensa. — Vou te amar como se fosse a única coisa que posso fazer.
E então ele a puxou, levando-a dali em direção ao quarto.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido ex, obrigada pela traição