Maximiliano estava prestes a entrar em seu carro quando um oficial de polícia o deteve.
— Senhor, não pode ir embora. Deve prestar depoimento — disse o oficial com voz autoritária, bloqueando seu caminho.
Max girou sobre os calcanhares, seu rosto uma mistura de incredulidade e fúria.
— Sabe quem sou? É minha mãe que está indo na ambulância! — disparou, olhando-o como se o oficial não fosse mais que um obstáculo insignificante.
O policial o observou com calma, mas seu olhar se endureceu ao notar o tom arrogante de Maximiliano.
— O que fazia aqui? — perguntou, ignorando seu protesto e continuando com o interrogatório.
Max respirou fundo, tentando não explodir.
— Recebi uma ligação da minha mãe. Vim, mas a encontrei... assim — disse engolindo em seco, suas palavras entrecortadas enquanto a lembrança de sua mãe caída numa poça de sangue o atingia novamente.
O oficial não mostrou reação alguma.
— É uma parte afastada da cidade, senhor. Por que estava aqui em primeiro lugar? — mostrou-se insistente.
— Já disse, vim por causa da minha mãe. Agora, posso ir embora? Preciso estar com ela e avisar minha família — repetiu novamente.
O oficial ergueu uma sobrancelha e o olhou fixamente, antes de consultar um bloco em sua mão.
— Não pode ir embora, senhor Hawks. Na ligação para o 190, alguém disse que viu um homem com sua descrição esfaqueando uma mulher neste lugar.
O ar pareceu desaparecer dos pulmões de Max. Por um momento, não soube se havia escutado bem.
— O quê? Isso é absurdo. É minha mãe! — replicou, sua voz carregada de indignação.
O oficial se manteve firme.
— Não é algo que possa ignorar. É nossa obrigação investigar todas as denúncias. Precisamos de sua cooperação — sua voz cortante.
Max cerrou os dentes, lutando para conter sua raiva. Seus olhos viajaram para o lugar onde, há poucos minutos, havia encontrado sua mãe. A lembrança de seu corpo ferido, rodeado de sangue, o enchia de impotência.
— Escute, oficial, quem quer que tenha feito essa denúncia está mentindo. Vim aqui porque minha mãe me ligou. Vim ajudá-la, não machucá-la — esclareceu Max, mas o olhar do oficial não mudou.
— Isso saberemos em breve, mas enquanto isso, preciso que me acompanhe à delegacia para prestar depoimento — o oficial o observou com desconfiança.
— Isso é ridículo. Minha mãe está no hospital, lutando pela vida, e o senhor está me retendo aqui como se eu fosse um criminoso — Max fez um gesto frustrado, passando uma mão pelo cabelo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reconquistando minha amante secreta milionária