A idosa recuou com medo e murmurou: “O que eu disse? Sua irmã se divorciou e não aguentou. Por isso tirou a própria vida. Uma vez divorciada, não faz mais parte da minha família. Vim aqui por bondade para dar uma olhada. E deixe-me dizer uma coisa, o fato de ela ter feito o que fez não tem nada a ver com meu filho! Estava querendo atingi-lo tentando suicídio? Se for assim, é uma mulher malvada e é melhor que morra.”
Ângela olhou para cima de modo ameaçador, caminhou na direção de Nádia, agarrou-a pela gola da blusa e disse: “Se Queila morrer, vou deixar seu filho apodrecer na prisão!”
Perplexa, olhou para a jovem e disse tremendo: “O que você disse...”
“Doutor, intercorrência, o estado é crítico”, gritou uma enfermeira jovem quando a porta da sala de operações se abriu, parecendo aflita.
A estudante soltou-a e correu para a sala de operações, fechando a porta com um clique.
“Oliver, impeça qualquer um de entrar. Ninguém pode entrar!”
A enfermeira e o médico ficaram atordoados com a situação. Suas expressões mudaram e bateram na porta. “O que está fazendo? Saia! Se fizer alguma coisa, vamos chamar a polícia!” Enquanto batiam na porta, o médico disse para a enfermeira chamar a polícia e pedir aos seguranças que subissem.
Quando a funcionária fez menção de cumprir a ordem, foi interceptada por uma figura alta e imponente. O homem disse com uma expressão fria e severa. “Fique aí. Ninguém pode sair”, disse.
“Quem é você? Isso é um hospital, não um lugar para se fazer de durão.” O médico franzia a testa. “A paciente está em estado crítico. Se algo acontecer, vai se responsabilizar?”
O rosto de Oliver era sério quando falou com firmeza: “Se algo acontecer, vamos nos responsabilizar.”
A enfermeira estava assustada e queria chorar. Escondeu-se atrás do médico que disse entredentes: “Que arrogância. Estamos falando de uma vida. Pode suportar a responsabilidade?”
“Se minha esposa não puder suportar a responsabilidade, eu irei!”
Uma voz fria ecoou no corredor, de repente. Todos se viraram e viram quatro pessoas aparecerem do nada e, no meio, um homem em uma cadeira de rodas, vestido de preto, parecia ainda mais impiedoso.
O médico ficou assustado ao ver Jonathan. Então, virou a cabeça com rigidez na direção da sala de cirurgia. Aquela era a Sra. Lawson? Não sabia que o magnata de Riverdon tinha se casado.
Oliver respirou aliviado e se aproximou depressa. “Senhor.”
“Onde ela está?”, perguntou Jonathan fracamente.
O funcionário apontou para a sala de cirurgia. “Ela entrou correndo e me disse para impedir essas pessoas de entrar.”
O rosto do homem permaneceu calmo. Seus olhos eram tão escuros quanto a noite. “Faça o que ela diz.”
Oliver assentiu, então ficou como uma estátua diante da porta.
Queiroz parecia cansado quando se aproximou do homem na cadeira de rodas e falou com a voz rouca: “Preciso de sua ajuda.”
Ele respondeu num tom calmo: “Vá em frente.”
“Quero acessar as câmera de vigilância dos Swine antes e depois do acidente da minha irmã.” Não conseguia acreditar que Queila teria cometido suicídio por causa do divórcio. Podia ser uma pessoa gentil, mas não era fraca. Afinal, suportou todas as dificuldades imposta pela sogra. Como poderia deixar seus entes queridos para trás e acabar com tudo?
Jonathan olhou para cima e entendeu o significado implícito das palavra do rapaz. Queila não tentou cometer suicídio.
“Simon, acompanhe Queiroz.”
O sujeito atrás de Jonathan vestia seu habitual capuz preto, com uma máscara grande cobrindo metade do rosto. Usava um par de sapatos brancos, dando-lhe uma aparência jovem.
“Siga-me, Sr. Kins”, disse.

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