Depois que Ângela saiu, Santiago entrou na sala e fechou a porta atrás dele.
“Muitos rostos desconhecidos ao redor da casa nos últimos dias. Simon e os outros cuidaram disso.” O homem suspirou e reclamou: “Ainda que esteja assim, não vão te deixar em paz, mesmo sabendo que é um deles.”
Jonathan virou a cadeira de rodas para a enorme janela francesa, levantou um canto da cortina e olhou para fora com olhos inexpressivos. Seu olhar frio parecia ser capaz de enxergar a alma de alguém.
“É bom assim. Não preciso mostrar misericórdia, então.” Sua voz era clara. Seu rosto sob a luz da lua parecia demoníaco.
“Querem ajudar Christopher, mas não importa. Mesmo que queiram essa posição, vai depender de minha disposição de dar a eles ou não.” Então, soltou o tecido, virou-se e olhou para Santiago. “Quanto tempo faz desde que doamos equipamentos médicos para a Universidade de Medicina de Riverdon?”
“Foi no início deste ano, acho”, disse o outro, pensando um pouco.
Devido à condição de Jonathan, estavam investindo na área médica na esperança de que a medicina progredisse o suficiente para encontrar a cura para sua condição.
“Já faz um tempo. Vamos doar mais dois milhões”, disse.
Santiago ficou confuso por um momento. Já faz tanto tempo? Não faz nem um ano.
O homem apertou os lábios e continuou a olhar para os documentos.
“Entendi. Já faz um bom tempo.” O assistente se iluminou de súbito, e um sorriso apareceu em seus lábios, fazendo-o parecer humilde.
“Cuidarei disso.”
Então caminhou até a porta, e, enquanto segurava a maçaneta, virou-se e perguntou: “Quer que a Sra. Lawson mude para o quarto principal?”
Os olhos de Jonathan cintilaram. “Não. Ela gosta daquele quarto e pode não se sentir confortável com a mudança.”
O assistente assentiu e saiu. Encontrou a governanta e disse: “Amanhã, arrume o quarto do Sr. Lawson e mova suas coisas para o quarto da Sra. Lawson.” Foi a solução que encontrou.
Ficou aliviado. Costumava ficar preocupado e achava que seu patrão não soubesse como lidar com as mulheres, já que não interagia muito com ninguém. No entanto, importava-se de verdade com Ângela.
Imaginava que, embora a esposa de seu patrão ainda estivesse estudando, não era incomum uma mulher estudar enquanto grávida. Assim, perguntou-se se deveria começar a preparar o quarto do bebê também. Pensando ainda mais longe, o assistente franziu a testa e se perguntou se deveria preparar um quarto para menino ou para menina.
E se tiverem gêmeos?
Sentiu que a casa estava mais animada desde a chegada de Ângela, e havia mais coisas a considerar.
No dia seguinte, a jovem levantou cedo e foi para a faculdade. Não podia se atrasar.
Assim que encontrou um lugar na sala de aula e pegou seus livros, uma garota surgiu à sua frente.
“Ângela, né?” A voz era fria.
Ela olhou para cima e observou a altivez da garota, que a observava com um olhar bastante arrogante mas também tolo.
“Sim”, respondeu, então baixou os olhos e continuou pegando seus materiais na mochila.
“A partir de hoje, te declaro minha amiga!” E estendeu a mão. “Meu nome é Cassie.”
Com livros, caderno e estojo sobre a mesa, a jovem enfim olhou para a pessoa à sua frente.
Então, essa é Cassie.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reescrevendo o destino