Entrar Via

Reescrevendo o destino romance Capítulo 117

Se me tirar do sério, farei seu filho sofrer. O rosto de Stella se encheu de raiva, então apontou para aquela que considerava uma inimiga e ergueu a voz, enquanto sua amiga lutava com o rosto pálido, escondendo-se atrás dela.

“Por que fez isso? Sua irmã estava tentando te ajudar, e a retribui com ingratidão? Não é de se admirar que seus pais e seus irmãos não gostem de você. Sua perversa! Quem sequer gostaria de alguém como você? Está apenas colhendo o que plantou!”

Estava furiosa. Fernanda tentou ajudar, mas não só foi constrangida, como agora estava sendo hostilizada por uma velha graças à irmã que, para se proteger, jogou-a contra os lobos.

Que azar o de Fernanda ter uma irmã tão má!

A estudante de medicina riu com desdém, o rosto ainda mais belo. “As lágrimas de alguém nem sempre a tornam digna de pena. Se é incapaz de entender a situação, não se meta. Você não parece mais gentil por causa disso, só uma id*ota!”

Fernanda tinha lágrimas nos olhos, queria falar, mas foi interrompida pela irmã mais nova, que disse: “Sabe o que o filho dela fez? Cometeu crimes econômicos e desviou dinheiro público. Você são ainda melhores que a polícia, sempre tirando conclusões do mais absoluto nada!”

O vento frio soprou sobre os ondulados cabelos escuros de Ângela, que mostrou um sorriso assustador, como o de uma nereida. “Se quer cumprir sua cota de generosidade, então salve o pobrezinho! Tirar um criminoso da cadeia, hein? Você é a melhor. Não sabia que queria salvar o mundo, agindo como uma santa!”

Sua irmã mordeu o lábio, seus olhos um pouco vermelhos. Parecia um gatinho ameaçado e digno de pena, evocando simpatia.

“Eu não sabia...”

“Não sabia? Então não se intrometa! Use um pouco o seu cérebro.” A estudante olhou em volta para o grupo de pessoas, imaginando que Oliver deveria ter chegado.

Deu-lhes as costas, queria ir embora.

Assim que deu alguns passos, uma figura alta apareceu na sua frente e bloqueou seu caminho.

Era Félix, que olhou para o belo rosto diante dele, sentindo um leve tremor no coração. Havia uma complexidade em seus olhos impossível de expressar.

O rapaz estendeu a mão e segurou o braço da jovem, seu tom um tanto insensível ao exigir: “As provas que relatou à polícia... Foi você? O que tem contra Horácio para tê-lo empurrado para uma situação tão desesperadora?”

Ela riu um pouco ao olhá-lo com desdém.

“Como se atreve? Acho que as pessoas só percebem a dor quando são atingidas por ela. Quando você e Horácio conspiraram contra mim, tentando me jogar em suas garras, teve consciência?”

Félix parou, seus olhos ficando sem vida.

“Acha que não sei? Não aja como se todos fossem id*otas.” A estudante arrancou a mão que a segurava. “Quero que seu primo apodreça na cadeia. Ele traiu Queila enquanto a fazia ser tratada como uma escrava dentro da própria casa. Pergunte para sua querida tia. Pergunte se foi ver como ela está. Quando não batiam nela, xingavam, e você! Você sabia dos casos que ele mantinha. Minha prima tinha até que pedir dinheiro para sair, e só conseguia depois de ouvir um monte de sua tia! Mas agora ela está numa cama de hospital depois de a amante de Horácio quase tê-la matado. Deixa eu perguntar uma coisa – o que minha prima fez contra vocês? O que ela fez de errado para merecer receber esse tratamento? Não seja cínico!”

Foi então que Ângela viu Oliver abrir a porta do carro e se aproximar através da multidão. Respirou aliviada e não se incomodou em dar mais explicações.

Félix ficou sem palavras, sempre pensara que ela não passava de uma garota rica e ignorante – bonita e estudiosa, sim, mas inexperiente.

A estudante virou-se para Nádia, que ainda segurava sua irmã, então deu-lhe as costas e ergueu os olhos escuros, e disse, calma: “Horácio merece o que está passando. Se não tivesse feito o que fez, nada disso estaria acontecendo. Diga a sua tia para ficar longe de mim se não quiser que as coisas piorem para o filho. Não me provoque, porque, caso contrário, farei aquele adúltero sofrer ainda mais.”

E, com essas palavras, afastou-se.

Félix encarou-a de modo ameaçador ao lembrar-se do primo na delegacia. Os olhos do homem estavam vermelhos como se manchados de sangue, parecendo cansados e envelhecidos, desprovidos de sua antiga vitalidade.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Reescrevendo o destino