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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 12

— Para se fazer de vítima e forjar uma culpa, ela não hesitou em se jogar da própria escada! Só por essa atitude fria, já percebemos que não é qualquer uma que teria essa coragem. Se um dia eu precisar me livrar de um inimigo, com certeza a contrato.

Foi então que um senhor mais velho comentou:

— Vocês não notaram? Ela foi trazida de volta há apenas dois meses, e a situação da pobre Tainá mudou da água para o vinho.

— Exatamente! Pensem no que aconteceu hoje. Se Tainá não tivesse sacado esse vídeo para se defender, todos nós teríamos jurado que ela era a agressora. Afinal, quem, em sã consciência, rolaria escada abaixo apenas para incriminar a própria irmã? Que garota cruel, uma psicopata.

...

Naquele momento, a opinião pública do salão havia virado de forma avassaladora, apontando todas as suas críticas contra Laura. No entanto, antes que Laura pudesse encenar um desmaio dramático, Tainá desmaiou primeiro.

— Tainá!

— Tainá, o que houve? Não me assuste!

Luna e Débora, que não haviam se afastado dela, correram imediatamente para ampará-la antes que atingisse o chão. Algumas senhoras que estavam por perto também se aproximaram para ajudar.

— O que aconteceu? Será que a recém-chegada tentou envenenar a menina?

— Ou será que a própria família tramou mais alguma coisa pelas costas dela?

Entre os murmúrios dos convidados, as suspeitas ganhavam força.

Laura ficou em silêncio...

A Família Torres congelou...

Viviane tentou se aproximar, mas Laura estava praticamente desfalecida em seus braços, parecendo ainda mais debilitada.

— Olhem só, a víbora adotada está usando o golpe da piedade de novo.

— É óbvio. Como a farsa foi descoberta, ela quer fugir das consequências se fazendo de coitada.

— E o mais bizarro: ninguém da família parece estar cobrando uma explicação dela.

...

— Rápido, chamem a emergência! — alguém sugeriu. Luna não perdeu tempo, pegou o celular e discou para o resgate.

O segundo irmão, César, deu um passo na direção de Tainá, com a intenção de checar seus sinais vitais.

Porém, mal havia dado dois passos quando ouviu o grito aflito de sua mãe:

— César! Venha rápido ver o que sua irmã tem!

Foi só então que Thiago percebeu a gravidade de suas ações: a família inteira havia feito um cerco de proteção ao redor de Laura, e absolutamente ninguém havia ido socorrer Tainá.

— Como ousa falar assim conosco? Nós somos os irmãos dela. Somos a verdadeira família dela.

— César, cale a boca. Nosso comportamento foi imperdoável agora há pouco — Thiago murmurou, puxando o irmão pelo braço.

— Agradeço por terem ajudado minha irmã. Nós realmente fomos negligentes.

Mas Débora não estava disposta a deixar César sair impune.

— Olha só... Então agora vocês lembram que são a "família" dela? E onde estava essa família alguns minutos atrás?

— Engraçado, eu me lembro perfeitamente de ouvir no vídeo que, enquanto aquela psicopata mentia, você foi o primeiro a sugerir aplicar um sedativo para que a Tainá desmaiasse.

— Escutem bem, isso é atitude de um ser humano? Desde quando calmantes e sedativos são usados para punir alguém sem critério? Eu tenho sérias dúvidas sobre a sua ética médica.

— Que absurdo é esse?! Eu jamais daria a ela um medicamento que pudesse causar danos severos — César retrucou, o rosto vermelho de indignação.

— Mesmo assim, você não tem o direito de sedar as pessoas só porque é conveniente para o seu ego. Restringir a liberdade física de alguém à força é um crime.

— E se aquela sua irmãzinha doente e perversa tivesse se aproveitado da Tainá inconsciente para matá-la? O que você faria?!

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