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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 138

— Pode deixar comigo, Presidente. Vou iniciar o processo de transição com meu sucessor hoje mesmo — respondeu Júlio Campos, com um sorriso ambicioso, empolgado pelo novo desafio.

Com a adição de Lúcio na linha de frente do novo projeto, Tainá sentiu um alívio imenso. Embora ainda não conhecesse a extensão total de suas habilidades, seus instintos de liderança a alertavam de que o rapaz era assustadoramente competente.

Naquela noite, quando Tainá voltou para o seu apartamento, encontrou Ana a esperando.

A garota tinha ido até o Residencial Águas de Jade para ajudar a limpar a casa, mas também para arrastar Tainá para fora, com a promessa de pagarem um pastel de feira. Fazia tempo que ela insistia em pagar um jantar como retribuição, mas nunca conseguiam conciliar os horários.

— Tudo bem, tudo bem. Nós vamos comer agora — Tainá cedeu, divertida com a teimosia da amiga.

Ter alguém correndo atrás dela desesperadamente para retribuir um favor era, no mínimo, inusitado.

A poucos quarteirões do condomínio de luxo, ficava um famoso Mercado Noturno. Aquela era a parada obrigatória de todos que queriam comida reconfortante de rua após o expediente.

As barracas simples com banquinhos de plástico, sob toldos iluminados por lâmpadas amareladas, davam um ar autêntico ao lugar. O som das espátulas nas chapas quentes e o aroma das especiarias se misturavam à atmosfera barulhenta e calorosa.

Era uma experiência gastronômica acessível, despretensiosa e de sabor formidável.

As duas amigas sentaram-se em frente a uma barraca que exalava o aroma da fritura fresca.

— Boa noite, meninas! Vão querer os pãezinhos fritos ou o pastel de feira hoje? Temos também mingau, leite de soja e a sopa de alga e ovo fresquinha — ofereceu o proprietário simpático.

— Ana, eu vou querer dois pastéis de feira e uma tigela de mingau — pediu Tainá.

— Sai quatro pastéis e duas tigelas de mingau para a mesa dois! — Ana gritou para o vendedor.

— É pra já!

Não demorou muito para que os pedidos chegassem à mesa. O pastel de feira estava crocante, com a massa dourada envolvendo um recheio suculento, e as folhas de alface fresca que o acompanhavam davam um contraste vibrante. Um prato simples, mas de dar água na boca.

O silêncio reinou enquanto as duas devoravam o lanche como se não houvesse amanhã.

— Nossa, Tainá, entendo por que você queria comer aqui! É maravilhoso. Vou trazer meu pai para provar qualquer dia desses — Ana comentou de boca cheia.

Pelo visto, a garota nunca havia comido lá.

Na verdade, Tainá havia escolhido aquele local de propósito para poupar o bolso de Ana. Um lanche daquele custava apenas algumas moedas, enquanto um prato em um restaurante mediano levaria facilmente o dinheiro que a menina usaria na semana inteira.

— Tainá, por que a Laura sumiu da escola esses dias? — indagou Ana enquanto caminhavam de volta para o condomínio, satisfeitas.

— Ela ficou doente.

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