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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 142

Tainá voltou seu olhar para o colega.

— Então quer dizer que as minhas habilidades marciais não servem nem para o cargo de guarda-costas comum? — brincou.

— Sua técnica pode não ser a mais refinada de todas, mas, quando combinada com a sua carta na manga, é mais do que suficiente. — Lúcio respondeu, com um tom de aprovação.

— A Senhorita Tainá tem alguma técnica secreta? — Vagner indagou, claramente intrigado.

— Ela também é discípula do meu mestre na arte da Farmacologia Ancestral. E possui um talento extraordinário para as preparações naturais. — Lúcio fez questão de enaltecer.

— Impressionante! Sendo assim, a capacidade de defesa pessoal da Senhorita Tainá não deve ser nada baixa. — Vagner comentou.

Na mente dele, a contratação de guarda-costas parecia um exagero.

— Os inimigos que enfrento são poderosos, e todo ser humano é suscetível a cometer erros. — Tainá explicou, com a expressão séria. — Contratei vocês dois principalmente para vigiarem a casa e protegerem a dona Suzi. Tenho receio de que, em um ato de desespero, tentem sequestrá-la para me chantagear. Ah, e à noite, infelizmente, vocês terão que improvisar no sofá da sala. Ainda não tive tempo de comprar uma casa maior.

— Não se preocupe com isso. Podemos dormir em qualquer lugar, nos adaptamos a qualquer ambiente. — responderam em uníssono.

Com as orientações dadas, Tainá acompanhou Lúcio Índigo até a academia de artes marciais para a aula. Afinal, era domingo.

Ao sair do condomínio, a visão confirmou suas suspeitas. Lá estava Giovani, acompanhado de alguns homens robustos, montando guarda em frente à portaria. Estacionado próximo a eles, exibia-se um Bugatti Veyron prateado.

Ela não havia se enganado em sua escolha inicial. O Residencial Águas de Jade era um condomínio de alto padrão; sem a autorização expressa de um morador, era praticamente impossível cruzar os portões.

Ao passar pela saída, Tainá abaixou o vidro do carro e dirigiu-se ao porteiro.

— Aqueles homens ali fora não são boas pessoas. Por favor, não os deixem entrar sob nenhuma circunstância. Eles estão planejando me sequestrar.

— Meu Deus! A senhora quer que eu chame a polícia? — O funcionário arregalou os olhos, alarmado.

— Pode até chamar, mas o risco é que eles fujam assim que ouvirem as sirenes. O ideal é que gravem bem os rostos deles. Da próxima vez que aparecerem, vocês avisam a polícia discretamente. Informe o chefe de segurança de vocês para reforçarem o controle nos próximos dias. Não deixem nenhum estranho se aproximar.

— Que absurdo é esse que você está falando, Tainá? — A voz irritada de Giovani cortou o ar.

Ele havia levado aqueles capangas com o objetivo claro de arrastar Tainá à força.

Durante o trajeto, Giovani havia bolado o plano perfeito: bastava entrar no condomínio e descobrir em qual bloco ela morava. Como Tainá era uma figura conhecida, seria fácil obter essa informação.

Vendo-o se aproximar, Tainá apontou diretamente para ele e disse a Lúcio: — Lúcio, esse cara é desprezível. Ele quer me levar à força para drenar o meu sangue. Vai lá e dá uma surra nele.

— Seu desejo é uma ordem. — Lúcio respondeu com um sorriso gélido.

Ele abriu a porta do carro, desceu rapidamente e, sem qualquer aviso, desferiu um chute brutal.

Giovani, pego totalmente de surpresa, voou para trás e caiu de costas no chão. Imediatamente, os seguranças que o acompanhavam avançaram, cercando Lúcio e iniciando um combate corporal.

Tainá conhecia muito bem aqueles homens. Eram todos funcionários do Departamento de Segurança do Grupo Torres e possuíam habilidades de luta consideráveis.

Tainá chegou a pensar em descer para ajudar. Mas, ao ver a destreza e o entusiasmo com que Lúcio distribuía golpes, decidiu permanecer no conforto do banco do passageiro.

O porteiro fez menção de ligar para a polícia, mas Tainá o interrompeu com um gesto sutil. Ela não queria criar um escândalo midiático; atingir o objetivo já bastava.

Embora os seguranças do Grupo Torres fossem treinados, Lúcio era um mestre de elite.

Em menos de dois minutos, os capangas estavam caídos no chão, com os rostos inchados e incapazes de se levantar...

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