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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 192

Em seguida, Tainá e Lúcio acompanharam o oficial para dentro de uma sala fechada.

Mesmo com as memórias de duas vidas, aquela era a primeira vez que Tainá pisava em uma delegacia.

O ambiente era minúsculo e sufocante. As paredes haviam sido pintadas em um tom pálido e monótono, sem qualquer traço de decoração para quebrar a frieza.

No centro exato do espaço, repousava uma mesa retangular, com uma cadeira voltada para cada lado.

Como Tainá estava acompanhada, o oficial providenciou um assento extra.

Tainá correu os olhos pelo perímetro e notou duas câmeras de segurança, perfeitamente instaladas nos cantos opostos da sala.

Ela não tinha a menor intenção de cruzar olhares com os vândalos que foram contratados. O único motivo de estar ali era vislumbrar a majestosa Laura Torres reduzida a uma mera prisioneira.

Sendo sincera, ela só queria apreciar a humilhação daquela mulher venenosa.

— Tainá! O que você está fazendo aqui?

Quando o policial trouxe Laura, a jovem acreditava fervorosamente que seria o mordomo vindo para resgatá-la.

Jamais imaginou que, num momento de tamanho desespero, daria de cara com a pessoa que mais repudiava na vida.

As mãos de Laura estavam presas por algemas metálicas. Sua elegante jaqueta branca, outrora imaculada, agora exibia marcas de sujeira e dobras encardidas.

Seus olhos estavam injetados de vermelho e seu rosto magro, ainda não totalmente recuperado, contorcia-se em uma mistura grotesca de inveja e puro ódio por Tainá.

— Vim fazer uma visita, é claro. Queria ver de perto toda a sua arrogância e o seu esplendor habitual.

— Veio rir da minha cara?

— E se for? Afinal, o espetáculo de alguém que tentou destruir os outros e acabou trancafiada na delegacia é algo raro de se ver.

Tainá proferiu as palavras com um sorriso afiado.

Laura trincou os dentes de tanta fúria. — Você vai me pagar por isso.

— Lembra daquela vez em que você fingiu cair da escada para me incriminar? O Alexandre deu a ideia de me internar num reformatório, e você concordou maravilhosamente bem. Até soltou aquele discurso moralista, dizendo que lá era um lugar para o governo reeducar jovens, e que, depois de sair, eu dificilmente seguiria o caminho errado de novo. Pois bem, agora é sua vez. Aproveite esses trinta e sete dias aqui para se reeducar de verdade e tentar, no futuro, não seguir por caminhos tortuosos.

Laura mordeu os próprios lábios com tanta força que quase os fez sangrar, mas não tinha argumentos para rebater.

Ela virou a cabeça abruptamente e, de repente, seus olhos pousaram no homem ao lado de Tainá.

— Babar por ele não vai adiantar de nada. Você não conseguiu segurar nem aquele fraco do Henrique que eu joguei fora, e ainda o deixou ser roubado pela Júlia Xavier. Imagine só tentar algo com o homem que está ao meu lado. O simples fato de você ousar cobiçá-lo já é um insulto. Sabe o que você é? Lixo que, se for jogado na rua, ninguém se presta a recolher.

Lúcio virou o rosto para o lado, soltando um suspiro exasperado.

Não havia o que fazer; essa era a sina de ter assumido uma colega tão peculiar sob sua asa.

— Sua maldita... Eu vou matar você!

O oficial prontamente conteve Laura, puxando-a para trás, e virou-se para a dupla: — Acho que já chega por hoje.

Eles não podiam permitir que a detenta perdesse o controle emocional ali mesmo.

Mesmo sendo arrastada para longe, Laura continuava esbravejando contra Tainá: — Eu juro que vou matar você!

Matar-me? Isso já aconteceu na vida passada. Nesta vida, sou eu quem vai destruir você.

No entanto, eu não a deixarei sumir tão fácil. Você vai ter que saborear cada gota do sofrimento que merece.

— O espetáculo terminou. Vamos embora.

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