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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 191

Lúcio lançou um olhar severo para Tainá. — O que tem de tão interessante para ver? Você não ia para casa estudar? Trabalha até a exaustão o dia todo e ainda quer ir atrás de fofoca?

Lúcio assumiu uma postura autoritária, parecendo um verdadeiro pai de família.

— Mas não é todo dia que acontece algo tão divertido, eu realmente quero ir. Além disso, não é longe. Você quer vir junto?

A rotina de estudos, trabalho e descanso de Tainá era extremamente rigorosa e bem dividida, então ela não sentia aquele peso do cansaço.

— Eu não vou.

Lúcio pegou sua pasta e simplesmente virou as costas para sair.

— Se não quer ir, tudo bem. Vou levar o Lino e o Vagner comigo.

Tainá vestiu o casaco, pegou a bolsa com uma mão e caminhou em direção ao elevador enquanto abotoava a roupa com a outra. Vagner, que aguardava na sala externa, imediatamente a seguiu.

Assim que Tainá cruzou as portas do prédio comercial, uma lufada de ar gélido atingiu seu rosto. O fim de tarde, no norte em meados de novembro, já beirava os zero graus.

Lino já havia encostado o carro na entrada.

Ao vê-la se aproximar, ele abriu a porta com polidez e aguardou ao lado do veículo.

Vagner, por sua vez, acompanhou Tainá em passos firmes até o carro esportivo.

Naquele instante, Tainá ergueu os olhos e avistou o Professor Fábio, tomando um leve susto.

Quase havia se esquecido; o professor ainda precisava voltar para casa e preparar suas aulas.

Ela pegou o celular rapidamente e ligou para a frota da empresa.

— Professor Fábio, tenho um compromisso agora e não vou direto para casa. O carro da empresa já está a caminho, pedi para o motorista levá-lo.

O Professor Fábio sorriu e assentiu. — Tudo bem.

Depois de garantir que o professor voltaria em segurança, Tainá virou-se e entrou no carro, apenas para estreitar os olhos. — O que você está fazendo no meu carro? Não disse que não ia?

Foi só ao se acomodar no banco que ela percebeu a presença de Lúcio.

— Se eu não for, até que horas você ficaria zanzando por lá?

— Tsc, eu não sou uma criança de três anos.

A Gravadora Céu Azul ficava a apenas dez minutos de carro da Delegacia do Distrito Leste, então chegaram rapidamente.

Antes mesmo de descerem do veículo, Lúcio fez questão de avisar: — Não podemos demorar mais de meia hora.

— Como eu nunca percebi antes que você é tão maternal e controlador?

Lúcio foi ríspido: — Isso não é da sua conta.

Adalberto rapidamente juntou as peças na cabeça.

— Vocês são da empresa de bicicletas? Por favor, eu imploro que assinem um Termo de Acordo. Nós podemos oferecer uma quantia exorbitante como compensação.

Lúcio balançou a cabeça, impassível. — Nós não precisamos de dinheiro.

— Senhorita Tainá, ele é seu amigo, não é? Por favor, converse com ele e consiga esse Termo de Acordo. Isso já deixou de ser apenas um problema pessoal da Senhorita Laura, a repercussão está sendo enorme...

Tainá olhou por cima do ombro para o mordomo, o olhar frio como gelo. — E o que isso tem a ver comigo?

Lúcio acrescentou num tom definitivo: — Perca as esperanças. Eu jamais concordarei com esse termo.

— Senhorita, queira ou não, a Senhorita Laura é sua irmã de sangue. No fim das contas, vocês são uma família. Se conseguir convencer este cavalheiro a assinar o documento, prometo interceder junto ao Presidente Torres para aceitá-la de volta, e ainda podemos lhe dar uma quantia generosa de fundos.

Os lábios de Tainá se ergueram num sorriso desdenhoso. — É uma pena, mas não tenho o menor interesse em nenhuma dessas ofertas.

Lúcio fixou o olhar em Adalberto, com uma postura ameaçadora. — Fique calado. Se abrir a boca mais uma vez, mando meus guarda-costas jogarem você para fora.

O policial que os acompanhava apressou-se em puxar Adalberto para longe.

— Nada de escândalos aqui dentro.

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