Mas não imaginava que eles cresceriam cada vez mais. Em pouco tempo, cobriram as ruas e vielas de toda a Capital.
O negócio estava indo tão bem, e ousavam não reverenciar o chefão? Que insolentes!
Levando em conta que era a primeira ofensa deles, o Sr. Igor generosamente decidiu relevar e ofereceu-lhes uma saída honrosa.
Ele enviou alguém para notificá-los de que bastava ceder metade das ações.
Não estava pedindo de graça; a partir de então, os protegeria.
Se fossem outros forasteiros, a um mero aviso, viriam correndo entregar.
Como era difícil ganhar dinheiro hoje em dia! Manter metade de um negócio rentável no território de outra pessoa já estava ótimo.
Mas aquele tal de Júlio foi atrevido e recusou a oferta.
Pois bem, então não fariam mais negócios ali.
O Sr. Igor apenas moveu um dedo e seu primo-tio se voluntariou imediatamente para resolver o problema.
— Isso é moleza, o senhor não precisa nem se preocupar, Sr. Índigo. Pode aguardar, em pouco tempo eles vão sumir da Capital com o rabo entre as pernas.
O primo-tio distante, que era supervisor de polícia, também era eficiente. Como esperado, no dia seguinte, começaram as denúncias sobre o estacionamento irregular das bicicletas da empresa.
Por afetarem severamente a aparência da cidade, a internet logo se encheu de críticas e ataques avassaladores; alguns até quebravam as bicicletas na rua.
Então, o Supervisor Wagner não teve escolha a não ser intervir e pedir que a Bicicleta Verde suspendesse as operações para ajustes.
— Vocês podem até ter chegado a um acordo de benefício mútuo com o nosso departamento de trânsito antes, mas cometeram um erro. A população não perdoa, e nós também não podemos ignorar.
E aí, forasteiro audacioso? É melhor dar o fora do mercado da Capital de uma vez.
Naquela época, o Sr. Igor e sua turma ficaram bastante convencidos.
Quanto aos inconvenientes causados à população com a retirada das bicicletas e as perdas na arrecadação de impostos do governo, quando eles sumissem, a Família Índigo preencheria a lacuna.
Bicicletas compartilhadas? Essa ideia era muito boa!
— Verdade ou mentira? Eles não colocariam um impostor, não é?
Aquele Sol sempre foi como um dragão que mostra a cabeça mas esconde a cauda... não, nem cabeça nem cauda ele mostrava.
— Não sabemos. Nós já investigamos antes, e todas as músicas anteriores do Sol foram cantadas pelos artistas da Céu Azul Entretenimento.
— Seja verdade ou não, adicione ao nosso material publicitário que o Sr. Sol também fará uma aparição.
— Sr. Índigo, isso... isso não é inadequado? E quando chegar a hora... quando chegar a hora...
— Está com medo de que, na hora, não tenhamos como nos justificar com o público?
Joel acenou com a cabeça. Aquilo não era brincadeira.
Enganar o público! Se a notícia vazasse, o Grupo Índigo enfrentaria uma crise de credibilidade.
— Olha, Joel, você é burro? Se ninguém nunca viu o Sol, a gente não pode só criar um?

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