Pensem comigo, isso não é a mesma coisa que uma Senhorita rica alimentando seus próprios puxa-sacos?
— Tem toda a razão.
Ana disse.
— Embora eu não tenha dinheiro, se eu saísse e deixasse os outros pagarem sempre, isso me faria me sentir um inútil, tão patético que feriria meu orgulho.
— Sim, fazer as coisas pelos outros, e ainda aceitar a caridade deles, se isso não é ser puxa-saco, o que mais seria?
Disse Bernardo.
É por isso que, por mais rica que Tainá fosse, ela nunca pagaria a conta de seus colegas a menos que fosse uma situação especial, e Carlos Xavier agia da mesma forma.
Eles os ajudavam, mas não machucavam o orgulho deles, nem faziam com que criassem dependência.
Deste lado, as pessoas falavam em um tom alto. Camila ficou irritada a ponto de querer iniciar uma discussão, mas foi contida por Isabella.
— Eles são como as raposas que não conseguem alcançar as uvas e dizem que estão azedas. Por que se importar?
Cuidado para não atrasar nossos assuntos importantes.
Camila percebeu imediatamente; ela olhou para os meninos sentados do outro lado da mesa: — Eles estão morrendo de inveja. Por favor, relevem, não queríamos fazê-los rir.
— Há pessoas assim em todos lugares, está tudo bem.
Eles falavam em voz alta também.
Rodrigo não se conteve novamente, e Carlos Xavier o puxou pelo braço. — Eles só sabem latir como cães; não vale a pena perder o nosso tempo.
— Hoje, há um amigo especial que virá, e todo mundo vai conhecê-lo.
Isabella disse.
— Será o namorado recém-chegado do exterior da caloura Patrícia? Então nós vamos conhecê-lo.
Um menino disse rindo.
Patrícia, o rosto levemente corado, disse: — O-o que há de tão bom nele?
Camila mudou seu comportamento usual de rivalidade com Patrícia: — Um Doutor recém-chegado do exterior com um salário de algumas dezenas de milhares, atraente, e ouvi dizer que também é carinhoso.

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