Mesmo deixando de lado a questão de a bebida ser tóxica ou não, se várias pessoas a abrissem simultaneamente dentro do ginásio, o local seria tomado por uma névoa branca, causando pânico.
Houve também outra situação. No meio de uma dança, alguém entrou furtivamente na sala de controle de energia com a intenção de desligar os disjuntores.
Felizmente, a equipe de monitoramento percebeu a tempo e o impediu.
O homem não era eletricista, mas usava um uniforme idêntico ao deles. Ele foi entregue à polícia.
Porém, tanto o vendedor de refrigerantes quanto o homem que tentou cortar a energia eram apenas peões subornados; era impossível rastrear o verdadeiro mandante por trás deles.
Tudo o que podiam fazer no momento era eliminar os obstáculos.
Quando chegou a hora da Dança de Capoeira, Tainá perguntou a Lúcio:
— Quer participar?
— Sim. — ele respondeu.
Ela achou que ele recusaria, mas para a sua surpresa, ele aceitou.
Fazia sentido. Se as pessoas que os prejudicavam não tinham medo, por que Lúcio, que agia com retidão e honra, deveria se esconder?
A música de acompanhamento dessa vez foi o *Hino dos Heróis*.
Ao som da melodia emocionante e heroica, Luan e André, vestidos de branco, cantaram com vozes agudas e potentes, transportando o público para um tenso e violento campo de batalha ancestral.
O ginásio inteiro foi preenchido por patriotismo e orgulho nacional.
A fumaça da guerra sobe, o olhar se volta para o norte,
Bandeiras do dragão se agitam, cavalos relincham, a aura da espada é fria como a geada,
O coração é como as águas vastas do Rio Amarelo,
Vinte anos de batalhas, quem ousaria resistir...
...
Enquanto isso, Tainá e os outros, trajados como antigos guerreiros, tornaram-se heróis altamente habilidosos lutando por sua nação.
Tainá e Lúcio usavam armaduras, assumindo perfeitamente o papel de generais liderando tropas em batalha.
Na última apresentação, o nível de Tainá era apenas Faixa verde-azul, mas agora ela já havia alcançado a Faixa Vermelha.
Ela executava vários movimentos de alta dificuldade com maestria. A presença de um mestre como Lúcio apenas aumentou o impacto e o apelo da coreografia.
O som vibrante dos tambores e o canto agudo rapidamente levaram o momento ao clímax. Era como se o público pudesse ouvir o relinchar dos cavalos de guerra e sentir a ambição heroica dos soldados de "não voltar até que o inimigo seja derrotado".
Foi apenas quando a apresentação terminou que a plateia acordou do transe.
Eles se deram conta de que estavam em um ginásio assistindo a um show, e não no meio de lanças, cavalos de ferro e ventos de um antigo campo de batalha.
Nos últimos dois anos, as coisas haviam virado uma bagunça por causa daquele canalha do Igor Índigo.
Mas logo ele foi contido pelos guarda-costas.
— Não pode ir, senhor. Tem muita gente, não é seguro.
— Com tanta segurança, o que poderia não ser seguro?
— Veja, já que o senhor Lúcio veio para A Capital, ele não irá embora tão cedo.
— Ele deve estar muito ocupado agora, e os guarda-costas dele não nos deixarão chegar perto. É melhor esperar o show terminar e trazê-lo para vê-lo amanhã.
...
Ouvindo as aclamações do público aumentarem a cada instante, o rosto do Sr. Igor ficou verde de raiva.
O que Lúcio tinha de tão especial para que todos ficassem tão eufóricos, como se não tivessem mais o que fazer?
Naquele momento, ele desejava que Lúcio desaparecesse imediatamente, mas infelizmente, ele já estava muito poderoso para ser derrubado tão facilmente.
E ele nem sabia como o velho estava lidando com tudo aquilo.
Pensando nisso, ele olhou para Joel.
— Localize a posição do velho imediatamente e coloque alguém para monitorar todos os passos dele.

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