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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 346

— Chefe, quando vamos receber o salário? Já estamos sem dinheiro.

No meio do caminho, o cara de rabo de cavalo perguntou.

— Você ainda nem trabalhou um mês inteiro e já quer o salário?

Vagner e Lino riram ao lado. Eles nunca pediriam o salário ao chefe dessa forma.

Afinal, recebiam altos salários e tinham boas economias. Exceto por esses dois, que eram diferentes dos outros.

Tainá se lembrou de que voltariam logo para Valenúbia. Será que eles queriam comprar algumas especialidades locais?

Talvez ela devesse adiantar um pouco para os dois quando voltassem? Afinal, o desempenho deles recentemente tinha sido bom.

Mas a maior parte do salário e dos bônus teria que esperar até o final do mês, com um atraso de mais quinze dias.

Caso contrário, se os dois fugissem, ela não teria que procurar outros guarda-costas?

Pouco tempo depois, o carro entrou em um bosque exuberante. O barulho da cidade pareceu ser bloqueado pelas árvores, e tudo ficou silencioso em um instante.

Conforme o carro avançava, o canto dos pássaros ecoava pela floresta e, ocasionalmente, ouvia-se o riso de crianças brincando na grama.

Olhando pela janela, alguns adultos com crianças conversavam nos bancos perto dos canteiros de flores.

Tudo o que se via era verde, tranquilo, relaxante e confortável.

Não muito longe, podiam-se ver encostas contínuas.

Pouco tempo depois, o carro passou pelos portões do condomínio de vilas, e foi possível ver castelos elegantes espalhados entre as árvores e os gramados.

O carro parou em um pátio, e Lúcio disse:

— Chegamos.

Ao saírem do carro, depararam-se com uma clássica vila em estilo europeu. As paredes externas em tom creme combinavam com o telhado cinza-escuro, exibindo elegância e grandiosidade.

Uma larga entrada de mármore serpenteava à frente, com árvores paisagísticas primorosamente podadas alinhadas em ambos os lados.

Como a primavera ainda não havia chegado, as flores sob as árvores não tinham desabrochado.

— O Senhor voltou.

Um casal de meia-idade já esperava na porta.

Lúcio acenou com a mão, indicando que entrassem na casa.

Do outro lado, havia portas de vidro que levavam ao exterior, e do lado de fora havia um jardim privativo.

No centro do jardim, uma bela fonte espirrava água.

— Amanhã, depois que retornarmos para Valenúbia, você poderá voltar a morar aqui.

— Para ser sincero, prefiro Valenúbia.

— Porque as pessoas nos dois lugares são diferentes, não é?

Tainá perguntou com um sorriso.

Os dois caminharam pelo caminho do jardim, onde ainda se podiam ver instalações de lazer, como uma quadra de tênis e uma piscina.

— Alguns problemas terão que ser enfrentados e resolvidos mais cedo ou mais tarde.

Valenúbia é boa, mas, para você, significa fugir.

Lúcio assentiu. — Falando sério, eu realmente admiro a sua coragem.

Você cortou o mal pela raiz. Em apenas um dia, resolveu todas as pessoas e os relacionamentos que precisavam ser tratados.

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