— Dentre tudo o que pode aprender, quer aprender isso? Não sei como fazer.
Mateus franziu as sobrancelhas, tendo a sensação de que Tainá pretendia fazer coisas ruins.
— Não, você sabe sim. Se eu posso aprender, isso é útil. Eu garanto que não farei coisas ruins.
— Como você sabe que eu sei?
— Ouvi falar.
— Quem lhe disse?
Os olhos de Mateus tornaram-se penetrantes.
— Esqueci. Eu não vou fazer nada de mal, por que está com medo? Eu só vou usar isso contra as pessoas más.
— Existem os departamentos de justiça para cuidar das pessoas más. Você não precisa se envolver.
— Se não vai ensinar, esqueça, para que falar tanta bobagem?
Tainá desdenhou da ideia; se os departamentos de justiça fossem onipotentes, por que haveria tantos bandidos à solta neste mundo?
De qualquer maneira, suas habilidades de hacker atuais eram suficientes.
Mateus...
Então, Tainá ignorou a presença dele.
Mateus... Ele sorrateiramente olhou para ela com a visão periférica.
Afinal de contas, a sua entrada no meu carro e essa aproximação repentina foi unicamente para que lhe ensinasse habilidades de hacker.
— Representando a província na competição?
— Uhum.
— Você é muito boa nos estudos, né?
— É claro!
A resposta de Tainá soou um pouco dominante.
Não havia necessidade de ser humilde diante de um cara daqueles.
Mateus... Nenhuma modéstia.
— Se você se der bem desta vez, será que receberá uma vaga de recomendação?
— Mesmo que me recomendassem a vaga eu declinaria, eu pretendo prestar o vestibular e me tornar a primeira do ranking universitário.
Tainá respondeu um tanto mal-humorada.

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