— Haha, é mesmo? Parabéns por encontrar um oponente.
— Cara, e você ainda ri? De que lado você está, afinal?
— Do lado da minha irmãzinha, é claro. Nós somos uma família.
— Nós somos amigos há tantos anos, não tem vergonha de falar isso?
— Nenhuma vergonha, nenhuma vergonha mesmo, haha...
Mateus colocou a mão na testa.
— Você adivinha por que ela entrou no meu carro e ficou puxando assunto?
— Por quê?
— Ela queria que eu a ensinasse técnicas de hacker. Eu não aceitei, e ela me ignorou. Quando estava saindo do carro, disse para eu pensar no assunto, que ter a amizade dela valeria muito a pena.
— Hahaha... É bem o estilo da minha irmãzinha.
Lúcio imaginava a cena de Mateus engolindo a seco.
— Hahaha, mas ela não mentiu, se você se tornar amigo dela, vai valer muito a pena.
...
No dia seguinte, após a prova, Tainá se apressou para visitar o Sr. Lira, o gerente das forças do mestre na capital, e levou-lhe uma garrafa de vinho doce especial de Valenúbia e um pacote de chá branco.
Embora o mestre fosse quem mandasse por ali, manter um bom relacionamento com seus subordinados também era importante.
Ontem, quando foi ver o irmão mais velho, levou uma porção; e esta noite, quando for à Família Lopes, teria que levar duas, uma para Felipe Lopes e outra para a avó, e não ligaria para os outros.
Fossem parentes ou não, Tainá não iria bajular quem não se importava com ela e com quem não se dava bem.

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