— O quê? Você realmente drogou o Thiago Torres naquele dia? Ele é o seu irmão mais velho, sua besta!
Viviane Lopes se alterou novamente. Quis atacar Laura Torres, mas, com a força que lhe restava, não conseguiu sequer se levantar.
Pá! Em vez disso, Laura Torres devolveu o tapa. — A quem você está chamando de besta?
— Você mesma não pediu ao seu filho mais velho para tomar a sopa? E ainda criticou ele por falta de respeito, não foi?
— E o que acha agora, está arrependida? Tarde demais.
— O seu filho pode não ter tomado a poção, mas ela não sobrou, não. Fui eu mesma que te servi.
Laura Torres fez uma pausa antes de exibir um sorriso dissimulado. — Lembro que você mesma disse: a comida servida pela minha princesinha tem o melhor cheiro. Hehe.
Ela apreciou, por um segundo, a cara da Viviane Lopes, que parecia ter engolido uma mosca, e adicionou mais combustível.
— Você sabe o nome da droga? Soro da Obediência. Como o nome diz, ele te deixa obediente depois de tomá-lo, pronto para que eu possa manipulá-la.
— Minha querida mãe, como você exigia que eu a obedecesse cegamente, é hora de eu dar ordens, vamos inverter os papéis.
— Assim, você me ajudou e assinou os papéis da transferência sem nem notar.
— Me pergunto se eu te pedisse para me chamar de mamãe na época, você também o faria. Hahaha...
Viviane Lopes estendeu a mão para atacar Laura Torres, mas a jovem a segurou.
— Quer me bater? Aconselho você a poupar energia, senão não terá forças para se reerguer quando formos atirá-la lá fora e poderá ser atacada por algum cachorro de rua.
— Tudo isso é apenas para o seu bem, ouça meus conselhos.
— Agora que já esgotamos até o último centavo de valor que você tinha, você se tornou inútil, é hora de desocupar o assento.
— Vocês são monstros! Tarde ou cedo terão o castigo merecido e não terão uma morte pacífica!

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