A sua atenção focou na ponta de uma borda da mesa. Se ela se desferisse na borda daquela mesa e matasse a si mesma no meio daquela sala, derramando o seu sangue no meio da sala, o quanto isso causaria um trauma a eles?
Claro, ela mesma já se encontrava na beira da miséria, essas pessoas também tinham que passar pelo mesmo.
Quando a situação se propagar e a manchete vier à tona, as fofocas seriam tantas que facilmente afogariam aquelas três escórias de sociedade nela.
Naquele instante, a reportagem em que entrevistavam o estudante número 1 do Vestibular Nacional passou e a bela silhueta da Tainá Torres, com uma expressão inquebrável e confiante, pôde ser avistada.
Não sentindo hesitação e ansiedade das câmeras, a sua postura se encontrava imensamente relaxada e dignificada perante o repórter. Ela contava e falava casualmente o seu dia a dia e métodos que os seus ouvintes deviam usar no estudo.
O quão imensamente cega ela foi, o quanto foi detestável como mãe por não ter mantido os braços em volta daquela criança maravilhosa e ainda a banir com o comando desta raça imunda?!
Não, ela não pode morrer agora. Sendo uma péssima mãe, pelo menos tem que entregar um pedido de desculpas aos filhos primeiro.
A Fernanda estava perdendo os sentidos com inveja para a menina e se deparou com a Viviane Lopes também a ver a televisão.
— O que é que pensa que está a ver? A sua barriga não presta para nada por mais capaz que pareça!
— Os seus malditos bastardos já viraram as costas com uma estúpida e inútil mãe como você.
— Ha, ha, ha! Verdadeiramente patético da sua parte. Para lutar contra os seus por causa da minha filha?
— Eu pergunto se existiu mais alguém com uma inteligência medíocre como a sua.
— Não tenha pressa... Uma vez que tenhamos dominado esta empresa inteira, a esmagaremos e esmagaremos os seus patéticos filhos um a um, com o nosso precioso parceiro a nosso lado.
— Pode descansar, os seus filhos também partilharão este fim patético.
— Vocês...
Viviane Lopes sabia que argumentar com Fernanda era inútil, então voltou-se para Martim Torres: — Eles são seus filhos biológicos, como você pode ver eles serem atacados?
— Hmph, filhos biológicos? Desde o momento que saíram desta casa não são mais meus filhos.
— A minha única filha é a Laura Torres, esses filhos bastardos seus não servem de nada, apenas adicionam dor de cabeça para os outros.
Martim olhou para a porta de entrada. — Seguranças, ponham essa mulher pra fora.

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