No fim das contas, foi Tainá Torres quem impediu o grande plano de economia de Luna.
— Tudo bem, chega de conversa. Vamos cavalgar um pouco primeiro e depois fazemos uma pausa para comer algo — declarou.
A Senhorita Luna não costumava ser mesquinha e sempre fora muito leal às amigas. O que estaria acontecendo para ela querer economizar tanto justo hoje?
As três foram ao vestiário, vestiram seus trajes de montaria e seguiram para buscar os cavalos.
Cavalgar ali custava duzentos reais por hora por pessoa, o que, para 2008, era consideravelmente caro; contudo, a qualidade dos animais justificava o preço.
Eram cavalos meticulosamente selecionados e domados ao longo de muito tempo, tornando-os extremamente dóceis e fáceis de conduzir.
Além disso, o Clube de Hipismo contava com seguranças por toda parte. Se alguém se descuidasse e caísse do cavalo, receberia socorro imediato.
Elas pagaram por três horas, totalizando mil e oitocentos reais para as três.
Como Débora havia pago os ingressos na entrada, Tainá aproveitou a oportunidade para cobrir os custos da montaria.
— Tainá, deixa que eu pago a conta. Como posso deixar você gastar o seu dinheiro?
Luna, que há pouco pensava em como economizar, apressou-se em impedi-la.
Tanto ela quanto Débora conheciam perfeitamente a situação delicada de Tainá dentro de casa.
— Relaxa. Se eu realmente estivesse precisando de dinheiro, não hesitaria em pedir a vocês.
— Luna, não insista. Mais tarde, você paga o nosso lanche — interveio Débora, sabendo que Tainá não gostava de se aproveitar da boa vontade alheia.
— Esperem.
Bem quando as três guiavam seus cavalos favoritos até o gramado, uma voz ecoou atrás delas.
Era Henrique Alves, que se aproximava acompanhado de Laura Torres.
— Esse Henrique é um canalha. Ele praticamente cresceu com você e agora fica se esfregando com a Laura.
Luna ferveu de raiva só de olhar para a dupla.


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