Depois de dar mais uma volta pelo campo, as três avistaram Carlos sentado sob outro quiosque, conversando com amigos.
Luna não perdeu a oportunidade: — Sr. Carlos, você não ia pagar o nosso almoço?
Ele ignorou a brincadeira e foi direto ao ponto. — Onde vocês estavam?
— A Laura caiu do cavalo agora há pouco — respondeu Tainá, fingindo surpresa com maestria.
— O quê? Como isso aconteceu? Foi grave?
Aos olhos do público, ela e Laura ainda eram irmãs de sangue. Se demonstrasse total apatia, certamente viraria alvo de fofocas maldosas.
— Por sorte, não foi nada muito sério. Ela já recebeu atendimento e o Henrique a levou embora.
— Se ela está bem, fico mais aliviada — suspirou Tainá.
A troca de palavras encerrou-se ali e elas voltaram ao passeio. Logo que se afastaram, Luna retrucou.
— Ei, o Carlos prometeu nos pagar o almoço.
Débora lançou-lhe um olhar severo. — Houve um acidente no Clube de Hipismo, ele não deve estar com cabeça para isso. Não vamos incomodar.
— É, deixa pra lá. Se ele insistisse em saber onde estávamos na hora do acidente, seria difícil dar uma desculpa convincente — ponderou Tainá.
Estavam na propriedade da família dele, onde cada canto era conhecido, e a confusão anterior havia mobilizado toda a equipe.
Como ainda tinham tempo sobrando, o trio decidiu dar mais uma volta.
Para a surpresa delas, Júlia se aproximou trotando e pediu para acompanhá-las.
— Aquela confusão de antes foi obra sua, não foi? — indagou Luna sem rodeios.
— Claro que não, eles que não tinham habilidade para montar — mentiu a garota, demonstrando certa astúcia.
As quatro seguiram cavalgando lado a lado, engatando em uma conversa fluida.
— O Henrique não é seu amor de infância? Por que ele passa tanto tempo com a sua irmã?


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