A idosa vacilou. Tainá também não entendia por que ela era tão agarrada, mas instintivamente queria satisfazer a sua vontade.
— Não se preocupe, eu faço as minhas coisas, a senhora pode ficar em casa com a Suzi.
— Mas e a saúde da sua avó...?
Felipe continuou inquieto.
— Fique tranquilo, tio. A minha casa geralmente é muito silenciosa, além disso, pratico Medicina Tradicional, posso cuidar dela.
— Então conto com você.
Logo, Cida arrumou os pertences da idosa e entrou no carro junto com ela.
Foi só quando Tainá partiu que Viviane surgiu dos cantos do recinto.
Na verdade, quando a idosa a mandou embora no dia anterior, Viviane deixou a casa, mas não o condomínio; foi à casa de uns amigos, amigos de infância com os quais cresceu.
Quando Tainá chegou na Mansão Lopes, Viviane manteve um olho aberto, espreitando na escuridão e deixando a vizinhança na casa do seu amigo apenas após Tainá partir.
Enquanto isso, Lúcio deixou Tainá e os outros em casa e também subiu com eles.
— Eu vou deixar esta Mercedes aqui para você usar, mais tarde alguém virá me buscar.
— Lúcio, você poderia me ajudar a comprar mais um carro importado? Feito aquele que me conseguiu lá em Valenúbia.
Tainá não se importava em se exibir, tudo o que precisava era daquele carro incrivelmente seguro e funcional.
Mas Lúcio respondeu: — Você acha que um modelo sob medida de uma marca famosa é fácil de conseguir? Não é só querer e pronto. Eles fabricam em tiragem e prazo limitados. Consegue quem chega primeiro, depois, não tem mais.
Isso sem nem mencionar as marcas tipo Lamborghini.
— Mande trazer aquele de Valenúbia para usar, na próxima oportunidade que eu conseguir te encomendo outro.
Aquela hora que consegui aquele carro, confesso que me custou suor e lágrimas.
— Lúcio, então você sempre foi tão bom pra mim?
Tainá o encarou perplexa, como se o tivesse conhecido pela primeira vez.

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