— Realmente pegamos a pessoa errada.
— Hã? Então o que ela acabou de dizer era verdade?
— Eu não disse que vocês tinham errado?
Laura, naquele momento, já não ousava falar alto com aquele bando.
— Por favor, senhores, me soltem. Se me soltarem, eu volto e ajudo a capturar a pessoa certa.
Fiquem tranquilos, na próxima vez, não deixarei Tainá escapar.
— Você não terá essa chance.
Já que estava nas mãos deles e não era ninguém importante, ela ainda achava que poderia escapar?
— As ordens de cima são para continuar a levá-la pela fronteira.
O chefe deu a palavra final.
Quanto à punição por terem pegado a pessoa errada, isso seria resolvido mais tarde. No momento, o foco era terminar o trabalho.
— Se vocês sabem que pegaram a pessoa errada, por que não me soltam?
— Te soltar? Nunca ouviu o ditado "o ladrão nunca sai de mãos vazias"? Conosco é a mesma coisa.
Como você não é uma pessoa decente mesmo, ainda terá alguma utilidade, mesmo sendo a pessoa errada.
— Vocês... para onde vão me levar?
Perguntou Laura, com os lábios tremendo.
— Cala a boca. Você descobrirá quando chegarmos.
Quando o carro chegou ao posto de controle da fronteira, Laura pensou em pedir ajuda aos guardas, mas ouviu o aviso vindo de trás: — Comporte-se.
Então, algo frio pressionou as suas costas.
O instinto de sobrevivência fez com que Laura se calasse imediatamente.
Contudo, pouco depois de cruzarem a fronteira, ela se arrependeu dessa atitude.
Em terra estrangeira, logo no primeiro motel em que o grupo se hospedou, Laura se tornou o instrumento para aqueles homens aliviarem seus desejos.

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