— Eu não aceitaria. Podiam me oferecer o dinheiro que quisessem, mas eu não faria isso.
Se eu não tiver dinheiro para viver, eu consigo trabalhar e ganhar; e depois de formada e trabalhando, não faltará mais dinheiro.
Mas se o meu histórico estiver sujo, nunca mais vai ficar limpo.
Ana foi a primeira a expressar a sua opinião.
Beatriz disse logo em seguida: — Eu concordo. O que será que a Pietra tinha na cabeça?
— Ela devia achar que teria sorte e que, como a pessoa que planejou tudo garantiu, ia dar certo.
No fundo, Tainá só estava dizendo isso como um alerta; se alguém tentasse prejudicá-la e não conseguisse, poderia usar as pessoas que a rodeavam.
Durante o treinamento militar eles não tinham descanso nos finais de semana, mas como já havia passado uma semana, Tainá queria voltar.
A sua avó estava lá, então ela precisava ir até em casa dar uma olhada.
— Bia, quando eu estiver fora, fica de olho na minha cama e nas coisas na escrivaninha; e quando acabar o treinamento, pago um jantar para você.
O maior problema era que, como o dormitório estava cheio daquelas cobras venenosas, todo cuidado era pouco.
Pensando melhor, Tainá pegou uma câmera sem fio e a instalou secretamente no canto da escrivaninha, e colocou outra na cama.
A quantidade de táticas para prejudicar as pessoas era grande, então era melhor ficar esperta.
— Não precisa do jantar, eu vou ficar de olho para você.
Tainá alugou uma Bicicleta Verde; como o campus era bem grande, andar a pé demorava muito.
Perto da entrada da faculdade, o Careca e o Morgado vieram atrás dela.
No campus, eles se revezavam; se não houvesse nenhum problema, um deles sempre ficaria a uma distância próxima dela e o outro ficaria livre para comer, passear ou apenas observar as coisas.
Se por acaso algo envolvendo Tainá acontecesse, ela receberia a notificação no mesmo momento.
Em geral, se não houvesse nenhuma ocorrência especial, não precisariam os dois ficar de vigia.
Tainá não achava que iria encontrar o Instrutor Silva na entrada da faculdade.
— Tainá, aonde você está indo?
— Olá instrutor, eu estou indo para casa.
— Para casa?
— Minha casa fica bem aqui do lado.

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