— Esses dois são encorpados e têm olhares penetrantes, além de terem seguido ela desde a faculdade. Assim que ela saiu pelos portões, eles ficaram bem próximos dela, porém em uma distância regular.
Se o meu palpite não estiver errado, esses aí são guarda-costas.
Murilo respondeu.
— Ser tão formidável assim sendo apenas uma caloura... Tem talentos e mestres demais escondidos nessa Universidade Central.
Você quer tentar se relacionar com ela?
Gabriel Matos perguntou.
— Não é que eu não queria, o problema é que eu não me acho o suficiente para ela.
— Até que enfim presenciei Murilo Silva se sentindo insuficiente para alguém.
— Então, sempre tem alguém melhor por aí; acima dos céus há um outro céu e entre as pessoas, sempre haverá outra melhor.
Tainá foi para casa, mas para a sua surpresa, Lúcio e Mateus Valente estavam por lá.
— O que vocês dois estão fazendo aqui?
— Não disse que estaria em casa esta noite?
Lúcio disse abrindo um sorriso.
Tainá resmungou a si mesma: Vim para ver a minha avó, algo que você não tem nada a ver.
— Fui atrás do Lúcio, por isso acabei vindo junto.
Mateus acrescentou na sequência.
Para ela, esses dois agiam com um tanto de imaturidade, num nível muito incompatível para com suas profissões e identidades, mas ela se calou quanto a isso.
— Onde está a minha avó?
Tainá perguntou a Suzi.
— Quando soube que você estava vindo para cá, ela insistiu e saiu para comprar ingredientes. Logo ela deve estar de volta.
— Ela foi com os guardas?
— O Zacarias foi com ela; a Marta e o Zacarias também foram.

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