— É principalmente porque ela não é bonita, os pretendentes de alta classe nem olhariam para ela.
Beatriz Mendes disse.
Para a surpresa de Tainá, Ana também concordou com a cabeça.
— Alta classe? Namorados também se dividem em classes superior, média e inferior?
— Claro.
Beatriz Mendes assentiu.
— Quem tem boa origem familiar, é capaz e tem renda alta é um homem de primeira classe.
— Quem tem origem familiar comum, mas tem capacidades próprias e uma renda alta é de segunda classe.
— Então, os que são da nossa universidade, com origem comum, são que tipo de homens?
— De terceira classe, claro. Atualmente, eles ainda não têm renda.
— O fato de serem bonitos ou não, não está entre as condições?
— Ah, para homens, ser bonito é apenas a cereja do bolo, não é tão importante.
Tainá secretamente avaliou em seu coração a que categoria Lúcio pertenceria.
Ele não tinha mais laços com a Família Índigo, então, no quesito de origem e base familiar, não poderia ser considerado bom. Porém, a renda dele era difícil de ser alcançada por alguém, então ele provavelmente poderia ser considerado de alta classe, certo?
Depois, ela riu de si mesma.
O que ela estava pensando? Bastava ouvir esses padrões apenas por diversão, como ela poderia aplicá-los ao Lúcio?
Quando estavam quase chegando ao dormitório, cruzaram com Patrícia Cardoso e a outra colega de quarto de Ana.
— Olha, não são suas duas colegas de quarto?
Beatriz Mendes chamou. Patrícia Cardoso estava de mãos vazias, enquanto a outra colega carregava a mochila para ela.
Ana ergueu as pálpebras, deu uma olhada e disse: — Bárbara está sendo a puxa-saco da Paty nestes dias.
— Por que puxar o saco dela?
Beatriz perguntou.

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