Às dez da noite, o amigo do pai de Débora ligou mais uma vez. Ele não disse nada em especial, conversou um pouco e desligou.
Às onze da noite, aquele mesmo amigo decidiu vir até lá pessoalmente.
Isso não era ser atencioso demais? E se estava tão preocupado, por que não ajudava de fato?
Se fosse apenas por preocupação, se o filho de um amigo sofresse um acidente, ligar de casa seria o suficiente; então a preocupação que ele já tinha demonstrado seria suficiente.
— Tio Dumont, o senhor precisa tomar cuidado.
Augusto, que havia lutado no mundo dos negócios por muitos anos, rapidamente entendeu o significado das palavras de Tainá.
— Você suspeita dele? É impossível.
Tainá, ele é meu amigo e eu o chamei para me ajudar.
Ele também é um homem de negócios, é dono de uma boa empresa e tem uma boa condição de vida.
— Qual é o ramo da empresa dele?
— Roupas de marca, chama-se Maison Nuage.
Tainá ligou para Lúcio: — Lúcio, me faça um favor e investigue a situação recente da empresa 'Maison Nuage', preciso disso urgentemente.
Colocando o telefone no lugar, Tainá disse a Augusto: — Não podemos abaixar a guarda contra as pessoas, é melhor tomar cuidado.
O professor também disse: — A estudante está certa, o senhor precisa manter o alerta alto e ter cuidado com as informações que compartilha.
— A Tainá tem razão. E se ele estiver envolvido e vier observar a nossa situação?
Disse a tia Helena.
— Que tal isso: não importa se ele se preocupa de verdade ou se está observando a situação, só o deixaremos ver o que quisermos que veja.
Eu saio de cena, e também, não deixem que ele veja as malas com o dinheiro.
Tainá falou com seriedade; ela não queria se expor diante do inimigo.
— Certo.

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