Depois das aulas, durante as Operações em Tempo Real, Ana e Carlos Xavier não mostraram muita reação; os dois já sabiam da situação de Tainá.
Porém, Rodrigo Valente e os outros ficaram encarando Tainá por um longo tempo.
— Não precisam me olhar assim. Eu ainda sou eu, não mudei. — Tainá lançou-lhes um olhar e disse.
— Que sorte a nossa de podermos andar ao lado de uma deusa. — Gabriel Silveira comentou, impressionado.
— Acho que pelo resto das nossas vidas poderemos nos gabar disso para os amigos. — Bernardo Barros disse.
— Exatamente. Por favor, nos oriente bastante daqui em diante. Nosso futuro depende de você.
Mas Tainá manteve a mesma atitude de sempre: — Eu já disse que o futuro de cada um está em suas próprias mãos. Se vocês quiserem entrar no Grupo Céu Azul, o que posso fazer é apenas garantir que não desperdicem o talento de vocês. Quanto ao resto, terão que depender de si mesmos.
— Na sociedade atual, conseguir um emprego que valorize nosso talento já é incrível. Vamos nos esforçar.
Tainá olhou para Carlos Xavier e o viu balançar a cabeça. Aquele cara ainda não queria revelar sua identidade, então ela só pôde dizer: — Todos nós somos colegas e eu também tenho muitas falhas, por isso vim estudar. Vamos aprender uns com os outros de agora em diante.
Ela supunha que, na cerimônia da Estrela do Empreendedorismo, quando Carlos Xavier subisse ao palco para discursar, sua identidade não poderia mais ser escondida.
Isso também seria uma grande publicidade para a sua empresa de educação online, e de graça; ele não iria discordar.
Após terminar as Operações em Tempo Real, Tainá se preparou para ir para casa. Quando foi ao dormitório buscar seus livros, Beatriz Mendes a seguiu para fora: — Eu ainda posso continuar te seguindo? Como antes?
Durante esse período em que esteve longe de Tainá, e por não se dar bem com o grupo de Isabella Werneck, ela acabou totalmente isolada, o que era muito desagradável.
— É melhor você não me seguir. Ao meu redor, de vez em quando, há perigos.
Alguém como ela não era adequado para manter contato.
Muitas coisas envolviam interesses mútuos. Como poderia haver quem só quisesse tirar vantagem e, quando o outro estivesse em apuros, fosse logo embora?
Já Mariana, companheira de dormitório de Ana, agora andava de vez em quando com Ana e, juntas, acompanhavam Tainá.
Tudo devia fluir naturalmente; entre amigos e colegas, era preciso ter afinidade de ideias.
No entanto, depois daquele incidente, os rapazes do dormitório de Carlos Xavier ficaram mais próximos de Tainá. Homens ou mulheres, eles simplesmente admiravam a força e esperavam receber orientações.

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