— Mãe! — Dona Viviane, vendo que a Velha Senhora estava dizendo coisas absurdas, com o rosto vermelho, a interrompeu.
A Velha Senhora, cansada de falar, fez uma pausa, mas ainda não conseguia ficar tranquila.
— Viviane, eu vou te avisar, se você ousar se tornar a ferramenta de outra pessoa para se vingar de Tainá, vou mandar alguém quebrar as suas pernas e deixar você paralisada.
A Velha Senhora preferia cuidar de seu próprio fardo a permitir que sua filha manchasse as mãos da menina.
Dona Viviane estremeceu e disse com a voz embargada: — Mãe, não vou ousar. Eu nunca mais vou procurar a Tainá.
Ela sabia que a Velha Senhora não estava de brincadeira.
Afinal de contas, como mãe, a Velha Senhora continuou a conversar de maneira gentil com Dona Viviane.
— Se você não ousar, está tudo bem. Neste mundo, todos devem ser responsáveis pelas próprias ações. Nem todo erro pode ser desfeito. Já que você perdeu, deixe estar. Você tem que olhar para a frente. Você já não é jovem. Viva o que tiver que viver em alegria a partir de agora, apenas divirta-se. Se no futuro não puder mais se mover, os seus filhos também não te abandonarão.
— Entendi, mãe.
Vendo que ela tinha percebido seu erro, a Velha Senhora também pôde relaxar. Ela estava prestes a voltar, quando Jéssica chegou com mais alguém.
Ainda era Dona Viviane quem havia aberto a porta.
— Jéssica...
Dona Viviane ia dizer que a avó dela estava lá, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, foi interrompida pela sobrinha.
— Tia, você está pronta? Vamos lá. Cuidado para não se atrasar, vai ser ruim se Tainá entrar na sala. — E, enquanto falava, puxou Dona Viviane pelo braço e saiu.
— Jéssica, Jéssica, eu não vou mais.

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