— Ah! Sua vadia, você planeja um crime tão grave e, depois, quer jogar a culpa nas nossas costas, é isso?!
Camila de repente investiu contra Bia, ansiosa por agredi-la.
Mas, vendo o estado moribundo e covarde dela, acabou não tendo coragem de bater. E se ela a matasse?
Bia desabou no chão, pálida, sem sequer ter forças para continuar ajoelhada.
Com os lábios trêmulos, ela não parava de dizer:
— Me perdoe, me perdoe, desde que você me perdoe, serei seu animal de carga pelo resto da vida...
Claro que Tainá estava apenas assustando-a; com a quantidade de remédio no copo, estava longe de ser letal.
No máximo, seria considerado tentativa de lesão corporal, com pena de um ano no máximo.
Mas o futuro dela também seria destruído.
Mesmo que ficasse detida por poucos meses, deixaria uma grande mancha em seu histórico.
Se Tainá não a perdoasse, era muito provável que a escola a expulsasse.
Porém, se as coisas tomassem esse rumo e a notícia se espalhasse, a reputação da escola seria prejudicada.
Além disso, nos últimos meses, muitos acontecimentos envolveram Tainá, e isso também afetaria a reputação dela.
Quanto à pequena quantidade de remédio, não foi por misericórdia de quem planejou tudo por trás, mas sim porque a aspirina é pouco solúvel em água, e a varfarina é praticamente insolúvel.
E como Tainá bebeu água purificada, ela era completamente cristalina.
Se a quantidade de remédio fosse grande, o pó na água seria muito óbvio e seria descoberto à primeira vista, arruinando o plano instantaneamente.
Tainá pensou por um instante.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão