— Certo, fique tranquila, eu farei o meu melhor para conseguir. Eu te imploro... eu te imploro que guarde segredo sobre mim, tá bom? Não divulgue isso, tá bom?
Bia continuava ajoelhada no chão, com os olhos cheios de lágrimas; seu corpo esguio no uniforme escolar ainda tremia, com uma aparência que despertava pena.
— Divulgue, divulgue, pode até não denunciá-la, mas gente assim tem que aprender uma lição dura para tomar jeito.
Camila interveio.
Bia deu uma olhada para Camila, com vontade de pular em cima dela e bater.
Mas Bia não ousou, com medo de que Camila ajudasse Tainá a pisar nela de forma ainda mais impiedosa.
Tainá viu o comportamento delas e disse:
— Se eu divulgar, você não vai ter como encarar ninguém, certo? Aonde for, será menosprezada, e isso virará uma mancha para a vida toda. Mas quando você tentou me prejudicar, como é que você não pensou em nada disso?
— É isso aí, na hora de fazer o mal, ela devia estar até comemorando.
Camila olhou para Bia e falou com um vislumbre de desprezo nos olhos.
— Eu errei, na hora eu estava enfeitiçada... Daqui para frente eu não ouso mais. Pelo resto desta vida, eu não farei mal a ninguém, wuu... Eu nunca mais vou fazer mal a ninguém.
— Está bem, eu vou confiar em você temporariamente, e te dou uma chance; por enquanto não divulgarei o assunto.
Bia soltou um suspiro de alívio.
— Mas só temporariamente. Eu guardarei todas as evidências e gravações, incluindo este vídeo de você implorando de joelhos hoje.
Elas sabiam que Tainá andava sempre com uma câmera.
— Se você se atrever a quebrar a sua promessa, eu vou divulgar imediatamente, fazer com que você não possa encarar mais ninguém e arruinar totalmente o seu futuro.
Tainá a olhou seriamente, soltando toda a sua presença imponente.
— Certo, certo, certo, eu... eu cumprirei... o que prometi.
Bia sentiu como se uma grande montanha pesasse sobre si; seus batimentos aceleraram, com medo, submissão e asfixia.
Ela não ousava levantar a cabeça, seu corpo tremia ainda mais, parecendo que poderia desmaiar a qualquer instante, mas ela não se atrevia; tinha medo de que Tainá mudasse de ideia.
Mordeu a ponta da língua e se esforçou para se manter firme.
Nesse momento, Camila também sentiu aquela coerção. Diante de Isabella e daquelas herdeiras de famílias ricas também sentia coerção, mas em comparação com Tainá, a diferença era muito grande.
Vendo Bia rastejar como uma formiga, Tainá pensou que não haveria mais problemas.
— Levante-se, vá fazer o que tem que fazer. Se não quiser que outras pessoas saibam disso, recomponha suas emoções.
Na verdade, desde o começo, ao optar por não prestar queixa e investigar por conta própria, Tainá já não pretendia denunciá-la.
Ela era só um peão insignificante. Se ela fosse esmagada, eles iriam comprar outro. Como aconteceu em Yunzhou, se a pessoa por trás dos bastidores não fosse eliminada, não haveria paz.
Era melhor dar-lhe uma chance e usá-la a seu próprio favor.
Tainá não mandou Camila sair; queria intimidá-la junto para que, hoje, ela também soubesse do que Tainá era capaz.
Se nada desse errado depois, Tainá possivelmente usaria Camila.
Depois de resolver esse problema, Tainá precisava ir para casa. Quando se levantou, Camila disse de repente:
— No futuro, eu também farei as coisas por você, assim como a Bia vai fazer. Você me deixa segui-la?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão