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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 82

Tainá revisou o documento mais uma vez. Ao confirmar que não havia falhas, assinou as três vias com firmeza.

Entregue ao próprio destino? Perfeito.

Quando as coisas desmoronassem para eles no futuro, ela esperava que não tivessem a audácia de procurá-la.

Naquele momento, ninguém percebeu que Laura Torres, esparramada no sofá simulando um desmaio, abriu um sorriso dissimulado.

Pelo visto, a surra que levou e a fratura no braço tinham valido a pena. De agora em diante, ela seria a única filha amada daquela casa.

O trâmite terminou rapidamente. Tainá pegou apenas a mochila que costumava usar no dia a dia. Não fez questão de levar mais nada.

Em seguida, segurou a mão de Suzi e caminhou em direção à porta.

— Espere.

A voz fraca, porém afiada, pertencia a Laura, que subitamente "despertou".

Tainá parou, ouvindo o veneno destilado pela garota.

— Pai, ela não pode levar objetos de valor, incluindo o celular e o notebook.

— Laura, isso já é crueldade.

Thiago de repente sentiu um arrepio. A irmã mais nova era assustadoramente venenosa.

Primeiro, ela ordenou que espancassem uma funcionária. Depois, fingiu-se de vítima e agiu de forma implacável para quebrar o braço de Suzi.

Que ódio visceral era aquele? Mesmo que a mulher tivesse comido algo sem permissão, a punição não justificava tamanha barbárie.

Embora ele não estivesse presente na hora da confusão, o mero relato distorcido dos pais já o deixara enojado.

No discurso de seus pais, sempre havia uma defesa ferrenha para Laura e dedos apontados para qualquer outra pessoa.

Será que toda aquela doçura e obediência de Laura haviam sido apenas uma máscara?

Será que a culpa e os laços de sangue os haviam deixado completamente cegos?

— Ah, meu... irmão... É que está... doendo muito.

— Aguente firme, meu amor. A ambulância já está a caminho.

— Senhorita, a culpa é toda minha. Eu acabei prejudicando você — lamentou Suzi, assim que pisaram fora da mansão.

— Não diga isso. A Laura fez tudo para me atingir. Você só acabou sendo vítima do fogo cruzado.

Ao se afastarem do condomínio luxuoso, Tainá pegou o celular emprestado da funcionária e ligou para Gustavo. Seus próprios aparelhos novos já a aguardavam em seu apartamento alugado.

— Senhorita, para onde vamos agora?

— Você verá logo. E pare de me chamar de "senhorita". Pode usar apenas o meu nome.

— Você cuidou de mim desde que eu era pequena. Dedicou a sua vida a mim todos esses anos.

Suzi quase protestou, achando que seria uma falta de respeito, mas ao ver a determinação nos olhos da garota, concordou com um aceno tímido.

Em pouco tempo, Gustavo estacionou o carro e desceu, arregalando os olhos ao ver Tainá acompanhada de uma mulher madura e bastante machucada.

— O que aconteceu? Atropelou alguém e estão tentando arrancar dinheiro de você? Olha, eu te aviso, esse tipo de gente adora forjar acidentes. Não dê trela.

Sua preocupação, é claro, era de que a pouca idade de Tainá a tornasse um alvo fácil para golpes.

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