O hotel onde Tainá e os outros estavam hospedados não ficava longe de Wall Street; levaria cerca de cinco quilômetros de carro para chegar.
O Sr. Branco ia à frente porque fora ele quem designara Walter para liderar o caminho. Walter também era o chefe da guarda nesta viagem.
Walter era latino, mas não da República de Áquila. Só ouviam o Sr. Branco chamá-lo de Walter. De qual país especificamente ele era e qual era seu verdadeiro nome, o Sr. Branco não os informara e Tainá tampouco faria perguntas.
Longe de casa e em um ambiente tão confuso, ninguém usaria o próprio nome verdadeiro facilmente.
— Eu não sou um estranho aqui. Estive neste local há dois anos. — Disse o Sr. Branco, enquanto caminhavam.
— Você fez transações da última vez que veio? — Lúcio perguntou, rindo.
— Depois de chegar até aqui, como alguém conseguiria resistir?
— E como foi o resultado?
— Hahahaha... — Antes que o Sr. Branco respondesse, Walter caiu na gargalhada.
Tainá e os outros olharam fixamente para os dois enquanto caminhavam, com os olhos faiscando de fofoca.
O olhar do Sr. Branco desviou-se: — Escuta aqui, Walter, você não tem mais o que fazer? Isso é passado, por que ficar espalhando fofocas?
Walter não se importou: — O que tem de mal em contar o passado para que os outros aprendam com as experiências? A não ser que seja algo indecente? — Walter tinha um tom misterioso, seus olhos escuros e pequenos dardejavam de um lado para o outro e sua barba tremia enquanto falava.
— Você! Se disser mais alguma asneira, eu acabarei com você. — O Sr. Branco não estava blefando, tinha ficado sinceramente irritado. Os outros até ficaram apreensivos por Walter, pois, afinal, ele era apenas um subordinado sob as ordens do Sr. Branco.
Por mais que o Sr. Branco tivesse uma aparência limpa e inofensiva no dia a dia, ele definitivamente não era uma boa pessoa.
Mas quem imaginava que Walter não tinha o menor medo: — Ah! Então você fez mesmo coisas indecentes?
O Sr. Branco ficou furioso, lançando um soco em direção ao rosto de Walter, mas ele mal conseguiu desviar, fazendo o soco acertar em suas costas.
— Ahhh—!
Walter levou a mão para esfregar as costas: — Era só brincadeira, por que bateu tão forte?
— Já te falei para parar de falar besteiras. — Disse o Sr. Branco, virando o rosto.

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