Tainá não esperava ver esse lado tão infantil do seu irmão mais velho e mentor.
— Sr. Lúcio, Tainá não é a sua propriedade privada. Ela tem suas próprias escolhas e seu círculo de convivência. — Carlos Xavier não recuou.
— Ela é minha namorada, então só pode tirar fotos comigo, algum problema? — Lúcio lançou um olhar furioso para Carlos Xavier.
Sabendo que ele cedia a abordagens mansas e resistia à força bruta, Tainá segurou o braço dele: — Lúcio, vou tirar uma foto com você primeiro, e depois tiro com meus amigos, que tal?
Percebendo a hesitação de Lúcio, ela completou: — Sempre que encontro algo bom para comer ou me divirto, a primeira pessoa em que eu penso é você. Mas eles são meus colegas de classe e também nossos amigos. — Tainá aproximou-se do ouvido dele: — É apenas uma foto, não podemos desrespeitá-los.
Dito e feito: — Sendo assim, a contragosto, eu concordo. — Então, ele dirigiu-se a Carlos Xavier. — No futuro, jamais tente tirar foto com a Tainá antes de mim.
Carlos Xavier quis retrucar: *Isso não é infantil demais?*
Mas decidiu que era melhor não expressar isso em voz alta, com medo de que aquele sujeito passasse a controlar tudo logo em seguida.
Vitor murmurou: — Quem diria que esse figurão dos negócios seria como uma criança.
— Irmão, por acaso está com ciúmes? — Agora foi a vez do Sr. Branco implicar com Lúcio.
— Pare de falar bobagens, quem está com ciúmes?
O Sr. Branco resmungou mentalmente: *Obviamente você.*
Os outros os observavam com bastante interesse.
Lúcio lançou-lhes um olhar feio: — O que há de tão interessante para olharem?
Odete sussurrou para Thiago: — Meu cunhado é bem divertido.
— Humpf, ele não é divertido coisíssima nenhuma. Está é com medo de que alguém roube a irmãzinha dele.
— Thiago, seu cunhado é ótimo, por que você sempre tem implicância com ele? — Odete não compreendia.
— Humpf, ficar com a Tainá foi muita vantagem para ele.

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