Lúcio perguntou a Tainá: — Já está na hora de entrar?
Na área de investimentos financeiros, ele também era um mestre. Estando com Tainá nesses últimos dias, já havia adivinhado a linha de raciocínio dela.
— Dividam o capital em quatro partes. Usem um quarto para entrar operando a descoberto nas ações do Banco Áureo, com a maior alavancagem possível.
Tainá ordenou.
— O quê? Operar a descoberto? E ainda com alavancagem máxima? Você ficou louca!
Vitor gritou.
— Se não quer obedecer, pode ir embora.
Renan retrucou enquanto já operava no sistema.
Em seguida, a voz serena de Carlos Xavier chegou aos ouvidos de Vitor: — Faça o que ela disse. Rápido.
Enquanto isso, em outra corretora.
— Aquele grupo de Áquila entrou no mercado.
Esses consórcios que habitavam Wall Street há muito tempo tinham seus próprios canais de informação secretos.
— Eles só começaram a comprar as ações do Banco Áureo agora? Hahaha...
O homem com rosto latino-americano riu.
— Eles compraram ações do Banco Áureo, sim.
Ele era apenas um atendente do salão de negociações e não entendia o idioma de Áquila.
Havia apenas dado uma olhada apressada há pouco, e sobre apostar na alta ou operar a descoberto, apenas reportou o que havia deduzido em sua mente.
— Como diz o ditado na República de Áquila, 'enquanto uns roubam a vaca, outros só tiram a estaca'. Será que eles foram tirar a estaca? Hahaha...
— Eles são bem engraçados. Mal posso esperar para saber... nós já estamos planejando nos retirar, e eles acabam de entrar.
Estou ansioso para ver o que farão quando quebrarem a conta.
— Nem me fale, com certeza vão chorar as pitangas e pular direto do prédio, como aqueles caras africanos da última vez.
— Você viu mesmo eles comprarem ações do Banco Áureo?

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