A demonstração de afeição de Valentina deixou Tainá completamente estupefata; ela achava que havia subestimado Valentina.
Nesse momento, ela só queria dizer: "Sua vida de rainha é algo que eu não conseguiria suportar."
Mas com medo de que Valentina começasse a explicar sobre fetiches novamente, ela a dispensou com uma desculpa: — Prima da Débora, eu sou muito ocupada e não tenho tempo para fazer mais nada.
— Tainá, mesmo que você tivesse tempo, não vá de jeito nenhum. Você é uma figura pública, e, se você for vista com ela, sua reputação será arruinada.
Luna rapidamente alertou.
— Eu sei.
Luna, embora fosse um pouco imatura, tinha um coração puro e sincero. Por isso, Tainá sempre teve muita paciência com ela.
— Com a personalidade da Tainá, você acha que ela cairia na perdição junto com ela?
Em comparação, Débora tinha mais jeito para lidar com as coisas da sociedade.
— Como assim perdição?
Valentina resmungou.
Mas já não havia necessidade de responder, pois mesmo que dissessem, Valentina não entenderia.
Enquanto conversavam, chegaram à Sociedade de Artes.
Daniel disse com um sorriso: — Chefe, para esperar pela sua chegada, até mudamos o horário das atividades de hoje.
— Claro, aonde quer que a Tainá vá, ela é sempre o centro das atenções.
Débora murmurou.
— Obrigada, presidente.
Estas duas são minhas velhas colegas e amigas, e esta é a prima de uma colega minha, trouxe elas para dar uma olhada.
Os alunos que estavam praticando canto, dança e decorando falas, ao verem Tainá chegar, pararam e a cumprimentaram.
— O que acham? Eles são mais animados do que os alunos da SFT, não são?
Tainá perguntou a elas.
— Sim, aqui é mais divertido, assim que se entra já se sente uma atmosfera artística.
Foi inesperado ouvir Valentina dizer algo assim.
— Eles estão decorando falas de quê?
Perguntou Luna.
— Eles gravam minisséries aqui.
Disse Tainá.
— Minisséries? Eu posso atuar?
Os olhos de Luna brilharam.

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