Tainá deixou o celular no viva-voz, e todos conseguiram ouvir.
— Ouviram isso? Ele disse para pedirem à vontade, ele paga.
— Ótimo, vou escolher só os mais caros.
Disse Luna.
E Valentina, após passar por vários “consertos” de Tainá e do grupo ao longo do caminho, agora parecia ter se acalmado e não mencionou mais nada sobre caras bonitos. Apenas durante a refeição ela olhava furtivamente, de vez em quando, para os rapazes mais bonitos ao redor.
Após a refeição, Tainá perguntou a elas: — O que acharam da comida da nossa universidade?
— Sinto que o sabor é parecido com o da nossa faculdade, mas o refeitório de vocês é maior e mais iluminado.
Disse Luna.
Débora teve a mesma impressão.
— É melhor do que a comida da nossa universidade.
Disse Valentina.
— Claro que sim, a universidade de vocês é de segunda categoria.
Luna falou com tanta franqueza que até Tainá sentiu um pouco de pena.
Naquele momento, o coração de Valentina encheu-se de vergonha. Como dizia o ditado: quem anda com porcos farelo come. Após passar metade de um dia com Tainá e as outras, ela percebeu a enorme discrepância entre elas e como se sentia uma intrusa ali.
Por que elas conseguiam estudar em grandes universidades, enquanto ela estava em uma faculdade de segunda categoria e ainda como "aluna conveniada"?
Mas logo, ela recuperou seu estado de espírito.
O abismo já havia se formado e ela nunca conseguiria alcançá-las. Então, era melhor continuar com sua vida como estava, o que não era tão ruim assim.
Valentina terminou rapidamente sua refeição e perguntou a Tainá: — Sério que não tem nenhum cara bonito na sua faculdade que combine comigo?
— Pelo menos eu não notei nenhum que combine com você.
— Então esqueça.
Neste momento, Valentina parecia um pouco decepcionada, mas Tainá não conseguia entender.
— Vamos para a minha casa. Assim vocês podem fazer companhia à minha avó e à Suzi.
Eu ainda tenho trabalho e estudos para fazer à tarde, e amanhã nós saímos para nos divertir de novo.

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