— Bem... nosso lema é o cliente em primeiro lugar, o cliente é Deus.
Ainda mais um cliente tão grande. O que James disse também era a verdade.
— E se, no meu próximo plano financeiro, eu reservar algumas ações para você? Eles são um câncer reconhecido mundialmente e, mais cedo ou mais tarde, serão erradicados. O que me diz...
Tainá tentou aumentar a aposta com James, para convencê-lo.
— Deixe-me pensar, querida Tainá. Eu também preciso discutir isso com os outros acionistas.
— James já está tentado.
Lúcio disse em voz baixa.
Embora ele não tivesse concordado na hora, as chances eram de quase cem por cento.
— Eu entendo, eu entendo. Até mais.
Tainá respondeu.
— Se eles concordarem, quanto você planeja compensar ao banco deles?
Lúcio perguntou a Tainá.
— Não se preocupe, não precisaremos compensar. Ao erradicar a organização lá, certamente será apreendida uma fortuna inesperada. É só dar uma parte para eles quando chegar a hora.
Eles trabalhavam na indústria clandestina há anos, então a acumulação de riqueza lá devia ser de uma quantidade inimaginável.
— Mas o pré-requisito para tudo isso é que eles sejam erradicados. E se, depois de todo o esforço, eles não forem? Que papel James e os outros realmente podem desempenhar? Vale a pena usá-los? Temos que orçar tudo isso com antecedência e estabelecer um acordo com eles.
Lúcio pensou por um momento e disse.
Tainá assentiu. — Você acha que eles conseguem fazer um bloqueio econômico?
— Acredito que sim. Aquela gangue trabalha em uma indústria obscura e prefere lidar com bancos estrangeiros. O que eu quero dizer é que, para usá-los, devemos exigir que façam um bloqueio econômico contra eles, e então poderemos dar a compensação.
A compensação não seria baixa, e se a apreensão por parte do governo não fosse bem-sucedida, essa compensação teria que sair do próprio bolso de Tainá e Lúcio.

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