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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 97

O frenesi gerado pelas três músicas mantinha-se implacável, faturando quantias estratosféricas a cada minuto e posicionando o nome da Gravadora Céu Azul no epicentro da indústria.

Tainá e Luan foram alçados ao estrelato absoluto quase da noite para o dia.

Com a aproximação do período letivo, Tainá decidiu canalizar suas energias exclusivamente para os estudos e para a gestão tática da empresa. Luan, contudo, por ser um artista em tempo integral, precisava engolir todo aquele engajamento; pavimentar sua carreira agora seria crucial para o seu futuro.

A situação causava certa inveja branca em André e Lucas, ambos talentos brutos recrutados por Luan, que mal podiam esperar para lançar as composições que Tainá havia escrito para eles. Como artistas, a ânsia de verem seus nomes cravados nas estrelas era latente.

Mas Tainá impôs paciência. Não lançaria nada no momento para não ofuscar o brilho das faixas que já dominavam as paradas. O arsenal que ela estava guardando serviria como o grande canhão para o lançamento do modelo de Música Paga.

Graças à flexibilização dos direitos autorais comerciais, Gustavo e Wagner garantiram contratos lucrativos de patrocínio, além de alocar os artistas em papéis de destaque no cinema e em programas de variedades. Tainá, como a grande mente por trás do tabuleiro, preocupava-se apenas em ditar as diretrizes; deixaria os diretores cuidarem da operação.

Nos treinos físicos, Tainá finalmente quebrou a barreira técnica, superando a Faixa verde-azul e conquistando a Faixa azul.

Faltando apenas alguns dias para as aulas começarem, Débora e Luna foram visitá-la, insistindo em uma viagem de despedida das férias.

— Passar uma tarde com vocês, eu topo. Mas viajar por vários dias é impossível. Sabem que tenho minha rotina de aulas — justificou-se Tainá.

Débora assentiu com compreensão, mas Luna cruzou os braços, decepcionada.

— Não dá para faltar uns diazinhos?

— Não é questão de poder faltar. Com a volta às aulas, meu calendário ficará apertado, e as aulas de artes marciais vão ter que ser empurradas para os finais de semana. Por isso, não posso me dar ao luxo de perder um dia sequer agora.

— Mas por que se cobrar tanto? Você realmente precisa apanhar em um tatame? — insistiu Luna, inconformada. — Como pode alguém tão brilhante ser tão obsecada por pressão? Sabe... nestas férias, você não só saltou um nível inteiro no taekwondo, como pulou do anonimato absoluto para campeã do festival de artes e, agora, é literalmente a cantora mais famosa do momento!

Tainá suspirou, um sorriso amargo ameaçando surgir. — Minha querida, se eu tivesse a sorte de vocês, ficaria em casa bancando a boa menina de família, com os pais resolvendo todos os meus problemas. A realidade é que, se eu não me esgotar de tanto trabalhar, ninguém fará isso por mim.

O que Tainá calou em seu íntimo era muito mais sombrio: *Se eu não for forte o bastante, o futuro vai me devorar viva.*

— Não diga isso! Minha mãe não para de me infernizar dizendo que eu deveria ser igual a você! — exclamou Luna.

Tainá mantinha em absoluto sigilo o fato de ser dona da própria empresa. Se essa informação caísse nos ouvidos da Família Torres ou de Hélder Gusmão antes do tempo, nem mesmo o seu intelecto genial seria capaz de suportar um ataque frontal de dois conglomerados bilionários simultaneamente.

Ao fim, o trio concordou que, no final da tarde do dia seguinte, iriam relaxar no Clube de Hipismo da Família Xavier.

— Falando na Família Xavier... sabia que desde que a Laura lançou aquelas músicas medíocres, a Júlia Xavier está movendo céus e terras para difamar ela e destruir a reputação da Família Torres na internet? E ela está usando toda a influência da família para isso! — sussurrou Luna, adorando uma fofoca.

Tainá piscou, surpresa. Então a garota arrogante estava bancando a justiceira invisível para derrubar seus inimigos?

— A inveja feminina é uma arma de destruição em massa. O trágico é que o Henrique não parece dar a mínima para a Júlia — observou Débora, com um suspiro cínico.

Após uma longa tarde de conversas despreocupadas e um maravilhoso jantar preparado pelas mãos de Suzi, as amigas se despediram.

— Que tempero absurdo! A comida da Suzi é divina! Quem me dera ter uma pessoa assim cuidando de mim! — tagarelou Luna, lambendo os beiços enquanto caminhava até a porta.

Débora deu um tapinha na nuca dela. — Pare de choramingar, a comida da sua casa não é boa o suficiente? Você inveja tudo que a Tainá tem. Por que não se muda para cá de uma vez?

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