— Henrique, você está bem?
Valentina engoliu a impaciência e forçou preocupação.
Mas seus pés pareciam ter criado raízes, e ela não se moveu.
Henrique mordeu o cigarro e a olhou. Havia apenas indiferença em seus olhos escuros.
Não muito tempo depois de tudo, os seguranças vieram e levaram Leonardo embora. Arthur tentou acalmar a situação e foi para o hospital com Leonardo.
Vendo que Henrique não falava nada, Valentina quis se virar e ir embora. Mas... ele tinha apanhado do irmão dela. Se ela saísse, Henrique teria mais motivos para atacar o Grupo Cavalcanti.
O Grupo Cavalcanti não era forte o suficiente para resistir à pressão do Grupo Bittencourt.
Mesmo que Henrique atacasse o Grupo Cavalcanti mais cedo ou mais tarde, adiar aquele dia daria a eles mais chance de sobreviver.
Pensando nisso, Valentina conteve a vontade de ir embora. Soando "sincera", disse: — Desculpe, peço perdão pelo meu irmão. Seu machucado está bem?
Henrique soltou um riso irônico.
Ela não sabia do que ele estava rindo.
— Você quer que eu cuide do machucado?
— Acho melhor enfaixar...
Henrique a viu hesitante a metros de distância. Ela falava uma coisa, mas seus movimentos não demonstravam preocupação nenhuma.
Ele jogou o cigarro longe, contrariando-a de repente, e disse de propósito: — E por que não vem aqui?
Valentina ficou pasma.
Teve que forçar um sorriso e ir até ele.
Depois de tantos dias, aquela era a primeira vez que ela se aproximava de Henrique por iniciativa própria.
Ela quis fingir que resolvia aquilo de maneira leve como antes.
Talvez a sua atuação estivesse muito ruim.
Henrique olhou para ela, com os olhos escuros, e disse sem expressão: — Não sorria se não quiser, ninguém está forçando.
A atmosfera pesou.


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