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Renascida Para a Vingança: O Magnata Vai Rastejar romance Capítulo 19

À noite, Leo chegou do trabalho, foi atualizado sobre os eventos, entregou o seu terno e bateu na porta do quarto de sua irmã.

— Valentina, então você bateu de frente? — Leo riu: — Mas você poderia ter escolhido o Arthur, ou o Ricardo, jamais o Dante, aquele garoto que não desgruda de livro nenhum...

— Não rebaixe ele. — Valentina virou a página do jornal que estava lendo: — É muito melhor que o Henrique.

— Só fala isso por irritação com o Henrique, não é? A verdade é que o seu irmão nunca quis ver você enfiando a cara na terra como um avestruz para evitar as coisas ruins.

— Errado. — Valentina franziu a testa: — Leo, isso não é nenhuma brincadeira, nem ataque de ciúmes, eu definitivamente desapeguei do Henrique.

Leo ficou perdido por um tempo sem saber se confiava nela.

— Leo, — Valentina soltou o jornal: — Me ajuda a me livrar dos nossos pais, diz que eu não me caso com o Henrique! Confirme para eles que estou apaixonada pelo Dante.

Leo perguntou:

— Então me diga, o que mais lhe atrai no Dante?

— Ele é jovem, submisso e obedece aos comandos.

Leo ficou quieto. Fazer o Henrique ouvir qualquer um na vida seria como querer que o sol brotasse do oeste.

Em contrapartida, Dante era atencioso, cortês e muito mais fácil de manejar:

— Tudo bem, você me venceu.

Valentina sorriu:

— Você sempre é o melhor.

E na mesma hora não se conteve e resolveu perguntar sobre a sua futura cunhada:

— Leo, e como andam as coisas entre você e a Isadora?

Seu irmão sempre se negava a conhecer qualquer moça arranjada. Dessa vez concordou, e agora ele e Isadora estavam saindo. Valentina sabia que Isadora fora a primeira mulher com a qual seu irmão aceitara encontro às cegas, e foi ali que também se encerraram, então se casariam futuramente.

Leo, que havia a visto por muito pouco tempo:

— Parece ser bem prendada.

Valentina não tinha dúvidas de que Isadora se apaixou à primeira vista por seu irmão, contudo, Leo também ainda nutria sentimentos por Letícia nesse momento, então seu interesse não foi recíproco.

— Uma mulher prendada já nos ajuda, não é? — Valentina comentou.

— Quero avaliar melhor antes de me jogar. — Leo acenou com a cabeça. O rapaz possuía um perfil fechado com questões amorosas.

Valentina presenciou isso. Juntou os lábios. Ela não desejava ver a cunhada magoada.

— Leo, Letícia não compensa. Isadora sempre foi a alternativa mais favorável a você.

— Não se dê ao trabalho de esquentar a cabeça, não possuo nenhum interesse.

Valentina espremeu as pálpebras, disse apenas uma pequena sentença contendo as duas mulheres, mas ele só deu ênfase a Letícia.

O indivíduo por quem era louca no passado, assim como o seu irmão de sangue amavam Letícia.

Valentina teve que experimentar uma sensação de amargura por ela mesma e por sua cunhada no momento em questão.

...

Depois que Leo saiu dos aposentos de Valentina, se direcionou para o escritório do pai.

— Pai, como a minha irmã comentou que gosta de Dante, deixe esse assunto do Henrique. O Henrique possui um gênio incontrolável, já não suportava a menina antes. Caso insistam nesse casamento será um fracasso no futuro. — Leo disse.

Leo chacoalhou o pescoço e concordou, e, escutando a voz de Alberto, resolveu que conduziria a garota.

Posicionando o carro na estadia do banquete, passou momentos conversando de imediato com o dono.

Durante o papo dos dois, Valentina lançou um olho aqui e outro acolá, nunca curtira muito comemoração com gente mais experiente e já batia tédio e vontade de fugir. Entretanto ela não esquecia como o Henrique circulava, parecendo bater papo tranquilo com todos os de gerações mais experientes dali.

Pelo menos, na ocasião, ele ainda não se faria presente.

Na mesma fração de segundo em que recuou a cabeça, viu um sujeito passando na faixa de uns cinquenta anos demonstrando confiança que interagia sem receio em volta.

Aquela figura na roda, ela reconheceria —

O progenitor de Letícia. Ricardo Mendes.

O homem posava ali balançando uma taça e articulando no meio do povo.

Valentina conhecia muito bem o executivo em pauta ali. Tratava-se do CEO de empresa influente na região, e o rosto carregava reputação na cidade.

Se pegassem só nos fatos as referências diretas de Ricardo, o homem precisaria nascer de novo e suar até os dentes para apenas encostar de longe.

A não ser no caso de algum "amigo" do cara para levantar as credenciais de repente.

E por fim, o dito cujo amigão do pedaço estava ali, a companhia número um para Henrique: o secretário Thiago Martins.

E após as saudações trocadas com Leo, pediu permissão de praxe e virou à direita cruzando a roda em direção a Ricardo.

Valentina cutucou a barra no ombro do irmão:

— Leo... observa bem lá. O Ricardo.

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