Florence parou de repente, olhando surpresa para Bryan:
— Tio, por que você fez isso?
Bryan sorriu com gentileza:
— O Sr. Theo sempre teve ressentimentos com você. Se ele soubesse que isso tudo começou por sua causa, só ficaria ainda mais irritado.
— Tio, me desculpe. — Florence falou com um tom de culpa.
— Não tem problema. Não fique se preocupando com isso. — Bryan respondeu, bagunçando carinhosamente o cabelo dela.
Lyra chamou da outra sala:
— Amor, acho que não comi o suficiente. Vamos ver se tem algo na cozinha?
— Já estou indo.
O casal saiu de mãos dadas, deixando Florence sozinha.
Sentindo-se sufocada, Florence decidiu caminhar pelo jardim. Enquanto andava, viu uma silhueta preta à frente.
Lucian estava parado à beira do lago, fumando. O brilho do cigarro iluminava seus dedos longos e elegantes. A luz do sol refletia na água, criando um efeito dourado que se estendia até sua expressão séria e impecavelmente bela. O vento suave balançava seus cabelos para trás, revelando seus olhos profundos e sombrios.
Florence apertou as mãos, decidida a esclarecer tudo sobre o que havia acontecido no hospital e durante o dia.
Quando deu dois passos em direção a ele, o toque do celular de Lucian interrompeu seu movimento.
Lucian virou de costas para atender a ligação.
— Pare de chorar. Bryan não vai chamar a polícia. Eu já o convenci. Ele vai deixar você em paz por causa de Florence. O áudio? Eu não vou deixar que ele seja divulgado.
Florence congelou no lugar. O vento batia violentamente contra seu rosto, mas ela mal conseguia sentir. Seus olhos ficaram vazios e sua respiração pesada, como se o ar tivesse sido arrancado de seus pulmões.
Mais uma vez, entre Daphne e ela, Lucian escolheu usar ela para proteger Daphne.
Não havia mais nada a dizer. Florence virou as costas e foi embora.
Ela vagou sem rumo pelo jardim, com as palavras de Lucian ecoando em sua mente. Cada passo parecia mais pesado que o anterior.
De repente, uma flor rosa e branca foi colocada diante dela.
Florence levou um susto e olhou para trás. Quando viu quem era, sorriu levemente:
— Mano.

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