Daphne olhou para Florence com os olhos cheios de lágrimas:
— Desculpa, Flor. Você pode ir primeiro. Eu aguento.
Ela mordeu o lábio com força, enquanto as lágrimas escorriam sem parar, caindo uma após a outra, e seus olhos se voltavam de tempos em tempos para Lucian, em busca de atenção.
Florence apertou os lábios e deu um passo à frente. No entanto, uma mão pesada pousou em seu ombro, impedindo-a de continuar. O anel vermelho no dedo de Lucian parecia brilhar como sangue, exalando uma aura perigosa.
— Daphne entra primeiro. — Disse ele, frio, sem qualquer hesitação.
Florence virou-se bruscamente, encarando Lucian com incredulidade.
Daphne, com a voz suave e trêmula, lançou-lhe um olhar cheio de emoção e disse:
— Obrigada, Lucian. Eu... Eu não consigo me mexer direito agora. Você pode me ajudar?
Lucian não respondeu. Ele simplesmente avançou, pegou Daphne nos braços e a levou para dentro da sala de exames.
Florence ficou parada, assistindo a porta se fechar lentamente, enquanto Daphne, ainda nos braços dele, virou o rosto e lançou-lhe um sorriso triunfante.
Sempre, sempre era Daphne a prioridade!
Florence segurou o formulário de exames nas mãos, amassando-o com força antes de jogá-lo no lixo. Sem olhar para trás, ela se virou e saiu do hospital.
A verdade era que sua mão já havia melhorado há muito tempo. A bandagem era apenas um truque para enganar Rosana e Daphne. Os exames tinham sido uma desculpa para lidar com Lucian, mas agora, nada disso fazia mais sentido.
Ao sair do prédio, Florence respirou o ar fresco. A chuva torrencial da noite anterior havia limpado o céu, que agora estava incrivelmente azul, como se representasse um novo começo.
Mas, para Florence, um recomeço não era tão simples. Cada passo era pesado. Ela não tinha poder, não tinha influência, e até Lyra e Bryan, dentro da família Avery, viviam lutando para sobreviver. Como ela poderia enfrentar pessoas que estavam no centro do poder?
Sem destino certo, Florence caminhava pelas ruas sem rumo, até que o toque do celular a trouxe de volta à realidade. Era uma ligação inesperada de suas colegas de quarto, com quem ela raramente mantinha contato.
Ela atendeu imediatamente, e do outro lado da linha ouviu algumas respirações hesitantes, seguidas de murmúrios confusos, antes que uma delas finalmente falasse:
— Então... Florence, a gente conseguiu estágio e provavelmente vamos sair do alojamento. Pensamos em fazer um jantar de despedida, mas... Se você não puder vir, tudo bem.
— Dá pra falar direito? Assim parece que você está dizendo pra ela não ir. — Interrompeu outra.
— Florence, não foi isso que eu quis dizer. Só não queria que você se sentisse...
— Onde vai ser? Estou indo agora. — Florence sorriu, sentindo a sinceridade na hesitação delas.
Do outro lado da linha, houve uma pausa, como se não esperassem essa resposta tão direta. Então, uma delas disse:

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