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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 194

Capítulo 194

Luca Black

(Dois dias depois)

O vento soprava do mar, carregando o cheiro de ferrugem e óleo do porto, e lá embaixo, entre os contêineres empilhados, a base dos Mendez se escondia como um tumor esperando ser extirpado.

Dois dias de rastreio. Dois dias de preparação. E agora era hora de fechar a conta.

— Conferiu se Francesco Mendez está aí dentro agora? — perguntei, a voz baixa, mas cortante.

Derrick ajeitou o fone no ouvido e respondeu sem hesitar:

— Com toda a certeza. Ele chegou há vinte minutos. Não sai mais vivo daqui.

O mapa da operação estava projetado sobre o capô do carro. Os pontos vermelhos indicavam nossas posições — atiradores nos telhados, franco-atiradores nas gruas, e uma linha principal de ataque pela lateral leste. A equipe de Francis cobriria a retaguarda; a de Rubens, os contêineres do corredor dois.

— Posição de entrada? — perguntei, passando os olhos pelo perímetro.

— Portão dos fundos. Blindado, mas já sabotado. — respondeu Derrick, o olhar focado como o de quem já estava mentalmente dentro do inferno. — Câmeras desligadas há exatos quarenta segundos.

— Perfeito. — murmurei. — Vamos fazer bonito. Hoje, a Amercana apaga os Mendez do mapa.

Sinalizei com dois dedos. O rádio estalou, e o silêncio seguinte foi o tipo de espera que antecede o caos. O primeiro grupo correu pela lateral, movendo-se como sombras armadas. As luzes do galpão ainda acesas denunciavam movimentação — homens bêbados, despreocupados, acreditando que o mundo ainda era deles.

Trinta segundos depois, o primeiro disparo cortou o ar.

Foi um som seco, preciso — o tiro de aviso que inaugura uma guerra.

— AGORA! — gritei.

Explosões de luz e barulho tomaram o lugar. Os Amercana invadiram o galpão em ondas, cada homem avançando com ritmo de máquina. Vidros quebraram, latas voaram, e o ar se encheu de pólvora. Os homens do Mendez tentaram reagir, mas a resposta foi imediata — cada movimento deles era adivinhado, calculado e punido.

Derrick passou pelo corredor principal, disparando rajadas curtas, certeiras. Um homem tentou pular por trás do contêiner, mas ele o derrubou antes que respirasse o segundo seguinte. Eu o segui pela lateral, metralhadora firme contra o peito, sentindo a vibração das balas como um eco do coração.

— FLANCO DIREITO LIMPO! — alguém gritou no rádio.

— Avança, porra! — Derrick respondeu, chutando uma porta metálica.

Do outro lado, três dos capangas de Mendez tentaram montar resistência improvisada. O primeiro levou um tiro no ombro, o segundo caiu com o rosto contra o chão, e o terceiro... o terceiro tentou correr. Derrick o alcançou, o puxou pelo colarinho e o jogou contra a parede.

— Onde está o chefe?! — rugiu, a voz coberta de pólvora.

— Lá... lá no escritório dos fundos... — o homem gaguejou.

Não deu tempo de terminar. Derrick o apagou com um tiro limpo na testa.

— Luca! — ele gritou. — É o fim da linha. Ele está lá dentro!

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