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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 192

Capítulo 192

Luca Black

Foram perguntas e respostas arrancadas pelos ossos. Falou desse Frederico que até imagino quem seja. Um depósito no porto. Um homem de olhos frios que pagava por afazeres sujos. Cada palavra acendeu um ponto da investigação que eu já começava a montar na cabeça — lista de nomes, endereços, vínculos. Mas antes de ir à caça, tínhamos que esvaziar a raiva. Mostrar o preço do que ele fez.

— Não me matem! Por favor!

— A morte é pouco, filho da puta! — Derrick gritou e o chutou. Chutou muito.

Percorremos as lições que aquele mundo entende: humilhação, medo, dor. Eu forcei-o a rastejar — queria que sentisse o chão sob as mãos, que aprendesse o cheiro da derrota. Rastejou, gemendo, e nós o empurramos até o portão, para que a humilhação ficasse cravada na pele.

— Rasteja! Quero ver você rastejar! — berrei, e o som foi aceito pela terra como promessa.

Ele tentou levantar, mas as pernas não obedeciam pelos tiros que levou.

— Vai Porra! Rasteja pra dar o fora daqui! O que está esperando?

— Eu roubei a mãe da menina, vendi. Só queria dinheiro de novo! — disse, a voz encharcada de pavor. — Eu pensei que davam dinheiro, pensei que... pensei que ninguém ia descobrir.

— Pensou errado. — disse Derrick. — Pensou que a nossa casa era mercado? Vá se foder!

Foi aí que passei a mão pelo coldre como quem checa a precisão de relógio. Empurrei o cano da arma na boca dele — não para matar na hora, mas para o cheiro do pânico na garganta. Abri a mão e senti o suor dele escorrer. Queria, sobretudo, que sentisse que quem toca em nossas crianças queima até o fim.

Apertei com frieza o pescoço dele segurando o cano na garganta — Frederico Mendez? Onde ele fica? Quem mais?

— Eu também já tinha vendido a menina pra ele...

Ele começou a dizer endereços e coisas que pudessem ser úteis. Anotei mentalmente. Cada pista era um prego cravado até que eu pudesse construir uma resposta.

Derrick ficou mais duro a cada resposta. Quando soube que o homem havia “vendido” a menina, chutou com tal precisão que o sujeito gemeu como quem acolhe o fim da ilusão. Eu segurei o desenho daquele rosto: mentira que se desmonta, homem que se curva. Havia, dentro de mim, um fio de coisa quase paternal — senti nojo, não piedade.

— Some daqui, filho da puta! — mandei, rompendo a garganta. — Rasteja até a rua e some.

Ele tentou escapar, arrastando o corpo como se ainda acreditasse que o chão fosse amigo. Foi o erro dele — acreditar que ainda havia escapatória depois do que já tinha feito. A primeira patada pegou em cheio, mandou-o rebolando pela grama, e o som foi seco como rapé sendo esmagado. A gente não dava tempo pra ele pensar; dava tempo pra ele sentir. Soco no peito, chute no estômago, a vida comprimida por punhos que sabiam exatamente onde doer para arrancar resposta.

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