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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 482

Érica começou a chorar mais forte.

— Eu não queria ver o meu destino se repetindo em você. Eu não te coloquei no mundo pra ser amante.

Laura respirou fundo. As lágrimas já escorriam silenciosas agora.

— Eu nunca fui amante. — respondeu baixinho. — E ele nunca me forçou a nada.

Acariciou distraidamente a barriga.

— Pelo contrário… o Edgar sempre me respeitou.

Um sorriso emocionado surgiu no canto dos lábios dela.

— Eu que fiquei em cima dele pra gente ter nossa primeira vez. Ele queria tudo certinho. Eu não.

Acabou soltando uma risadinha em meio ao choro.

— Eu adoro uma safadeza, mãe. Adoro um sexo bem feito.

Érica acabou rindo fraco entre lágrimas.

— Nisso você é igual ao seu pai. Eu nunca fui assim.

Laura riu junto, chorando ao mesmo tempo.

— Eu quis que fosse daquele jeito. — confessou. — Eu quis dormir com ele antes do altar… antes de contar pra vocês… antes de tudo.

Passou a mão pelo ventre lentamente.

— E depois que comecei minha vida sexual… não quis mais parar. O amigão dele é potente demais, mãe. Não tem como não ficar viciada naquele deus Ébano.

Érica cobriu parcialmente o rosto tentando segurar a risada. Laura abriu um sorriso emocionado.

— Edgar é bom demais, mãe.

Érica soltou uma risada abafada no meio do choro.

— Laura!

— Ué, é verdade. — respondeu sem vergonha nenhuma. — E posso afirmar isso com propriedade porque fui pra cama com muitos homens antes dele.

Deu de ombros.

— Nenhum superou meu marido.

Os olhos dela marejaram ainda mais.

— Porque ele sempre foi o grande amor da minha vida.

A voz suavizou completamente.

— Nós somos um do outro. Não existe vida sem ele.

Sorriu emocionada.

— E o Edgar só pode ser um santo. Porque pra me aguentar daquele jeito só tendo amor e paciência. Ele me ama muito…

Érica levou a mão até o rosto tentando conter o choro. Depois assentiu devagar.

— E eu estou vendo isso agora.

Olhou demoradamente para a filha.

— Estou vendo o quanto você é feliz. O quanto ele te faz feliz.

A voz saiu em pedaços.

— Por favor, filha… volta a falar comigo.

Aproximou-se mais dela.

— Não me maltrate mais, meu amor.

Laura começou a chorar de verdade naquele instante. Érica segurou imediatamente o rosto dela entre as mãos.

— Ei… não chora. — pediu desesperada. — Não quero ver você passando mal.

Passou os dedos delicadamente pelas lágrimas da filha.

— Hoje é dia de alegria.

Olhou emocionada para a barriga.

— O seu milagre vai nascer.

Laura não aguentou mais. Se jogou nos braços da mãe ainda sentada na cama. Érica abraçou a filha forte imediatamente. Esperou meses por aquilo.

— Eu te amo, filha… — chorou baixinho. — Você é a minha boneca de porcelana.

Laura soluçou contra o ombro dela. E Érica continuou.

— Por favor… tenta me entender. A vida nunca me deu oportunidade de escolha.

Fechou os olhos apertando mais a filha nos braços.

— Tudo o que eu fiz… foi tentando salvar quem eu mais amo nessa vida. As minhas…

Érica não conseguiu terminar. Laura se afastou um pouco, confusa.

— As suas o quê, mãe?

Érica beijou os cabelos dela imediatamente.

— Me dá um tempo. — pediu baixinho. — Eu vou te contar toda a verdade. — Respirou fundo antes de acrescentar. — E eu não posso esquecer da Bárbara. Tem ela nisso tudo também.

Laura franziu a testa imediatamente.

— Eu nunca entendi esse amor todo pela minha prima. — A voz saiu carregada de tristeza. — Às vezes parecia até que a senhora gostava mais dela do que de mim.

— Mãe… não fala isso… me perdoa pelas palavras duras. — A voz falhou completamente. — Me perdoa porque mesmo sabendo da verdade… eu não fui atrás da senhora.

Chorou mais forte.

— Mas tenta me entender também… — Acariciou o rosto dela. — O Liam é tudo pra mim.

As lágrimas voltaram ainda mais fortes.

— Eu amo o meu irmão mais do que qualquer coisa nessa vida.

Naquele instante, a porta se abriu devagar. A enfermeira entrou sorrindo educadamente.

— Com licença… preciso fazer o toque, mãezinha.

Laura respirou fundo imediatamente.

— O doutor Luiz já chegou da viagem?

A enfermeira sorriu tentando tranquilizá-la.

— Fica tranquila. O seu pequeno príncipe resolveu se antecipar um pouquinho.

Organizou os materiais enquanto continuava.

— O doutor Luiz estava numa viagem de trabalho, mas se não der tempo dele chegar… temos outros obstetras excelentes.

Sorriu com segurança.

— Você sabe como o seu pai é exigente com os profissionais daqui. Não é qualquer médico que trabalha nesse hospital.

A voz ganhou orgulho no final.

— O doutor Felipe é referência. O nome dele tem peso. — a enfermeira respondeu com um sorriso tranquilo enquanto colocava as luvas. — Seu pai e seu marido já estão resolvendo tudo lá fora. Você só precisa se concentrar na chegada do seu filho.

Depois que a enfermeira terminou o toque e garantiu que estava tudo evoluindo bem, Laura ainda conversou alguns minutos com a mãe. O clima entre as duas já era outro. Mais leve.

Quando Érica finalmente foi embora, deixou um beijo demorado na testa da filha antes de sair do quarto enxugando discretamente as lágrimas.

Laura sentou-se devagar sobre a bola de fisioterapia e começou a fazer movimentos lentos com o quadril, indo de um lado para o outro.

Mesmo em trabalho de parto… estava sorridente. O cabelo já começava a escapar do coque improvisado, e os olhos brilhavam toda vez que Isaac se mexia na barriga.

Edgar observava tudo atento, sentado próximo dela. Liam permanecia ao lado da irmã o tempo inteiro.

Laura girou o quadril mais uma vez sobre a bola.

— Esse menino vai nascer achando que está numa boate. — Liam comentou baixo, arrancando uma risada dela.

Laura começou a girar o quadril outra vez.

— Filho, se você puxar a mãe, já vai sair sabendo dançar e causar problemas.

Liam soltou um pequeno sopro de riso pelo nariz. Então a primeira contração realmente forte veio.

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