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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 487

Luna ficou ansiosa outra vez. Tentou afastar as mãos do pai, mexendo os pezinhos inquieta no chão.

— Papai… posso ver meu irmãozinho agora? — perguntou já rindo de nervoso.

Edgar segurou a risada pelo desespero da filha. Ainda tampando os olhos dela com uma das mãos, aproximou-se da cama e colocou o buquê sobre a mesa lateral com cuidado.

Depois abaixou um pouco o rosto perto dela.

— Preparada? — perguntou baixo, cheio de expectativa, enquanto beijava rapidamente os cabelos da menina.

Luna soltou um suspiro dramático digno da mãe e jogou a cabeça para trás contra o peitoral do pai.

— O senhor tá demorando tanto que daqui a pouco eu vou conhecer meu irmão na formatura da faculdade.

Laura soltou uma gargalhada imediata. Até os bebês deram uma mexidinha enquanto mamavam. Edgar fechou os olhos rindo baixo.

— Meu Deus… — murmurou desacreditado, balançando a cabeça enquanto ria baixo. — A Luna está ficando igualzinha à mãe dela.

Laura abriu um sorriso completamente convencido e ergueu minimamente o queixo.

— Coitada da sociedade quando existirem duas Felícias soltas por aí. — provocou divertida, olhando de canto pro marido enquanto os olhos brilhavam de satisfação.

Edgar soltou uma risada nasalada, claramente derrotado. Então finalmente tirou as mãos dos olhos da filha.

— Surpresa, minha vida… — murmurou carinhoso, beijando os cabelos dela.

Luna piscou algumas vezes tentando entender a cena. Os olhos passaram lentamente por Laura na cama…

Depois por um bebê.

E então pelo outro.

A boquinha dela foi abrindo devagar em puro choque enquanto ela apontava pros irmãos sem acreditar.

— São dois? — perguntou quase num sussurro, olhando rapidamente de um pro outro como se achasse que estava vendo errado.

Laura sentiu os olhos marejarem imediatamente ao ver a reação da filha. O sorriso dela tremeu de emoção.

— São dois, Luninha… — respondeu baixinho, com a voz embargada, inclinando minimamente o rosto enquanto observava a menina.

Luna levou as mãozinhas até a boca no mesmo instante. Os olhinhos começaram a brilhar cheios de lágrimas. E então ela começou a chorar.

Daquela emoção pura, intensa e completamente sincera que só uma criança consegue sentir sem esconder nada.

Edgar imediatamente se abaixou na altura dela e abraçou a filha pela cintura. Os próprios olhos dele também estavam marejados.

— Papai… — Luna soluçou emocionada. — Eu pedi tanto pro Papai do Céu um irmãozinho…

Olhou novamente pros bebês mamando. As lágrimas desceram mais fortes.

— E agora eu tenho dois…

Laura sentiu o coração apertar tanto que precisou respirar fundo.

— Vem aqui, minha princesa…

Como Laura estava com as mãos ocupadas sustentando os bebês, Edgar pegou Luna no colo com cuidado e a colocou sentadinha ao lado dela na cama.

Luna imediatamente abraçou o braço da mãe com delicadeza, tomando cuidado com os irmãos.

Laura virou o rosto e beijou demoradamente os cabelos dela.

— Que saudade da minha menina… — sussurrou fechando os olhos por um instante.

Luna encostou a cabeça no ombro da mãe por alguns segundos. Depois olhou curiosa pros irmãos. Com extremo cuidado, esticou a mãozinha e fez carinho na cabeça de Isaac.

— Oi, neném… — murmurou toda encantada. — Sua irmã chegou.

Laura sorriu emocionada vendo a delicadeza dela.

— Esse é o Isaac. — explicou baixinho. — Ele é a cara do seu pai.

Olhou pro bebê com orgulho.

— Vai ficar um moreno lindão. Só pegou os meus olhos.

Luna abriu um sorriso encantado.

— Oi, Isaac… — falou baixinho. — Eu sou sua irmã mais velha, tá?

Então deu um beijinho delicado na cabeça dele. Laura virou minimamente o rosto para o outro bebê. A voz suavizou imediatamente.

— E esse aqui é o Oliver…

Os olhos dela ficaram ainda mais brilhantes.

— Ele é a minha cara… mas puxou você. Moreno e com esses olhinhos cor de mel.

Luna arregalou os olhos.

— Mas por que ele tava escondido?

Laura começou a rir fraquinho.

— Porque ele resolveu ficar escondidinho atrás do irmão na barriga da mamãe, para nós fazer uma surpresa.

Luna imediatamente se aproximou mais de Oliver e fez carinho na cabeça dele também.

— Oi, Oliver… oi lindinho… — murmurou cheia de carinho. — Eu te amo, sabia?

Depois deu um beijinho demorado na cabecinha dele. Laura sentiu os olhos encherem de lágrimas outra vez. Então falou divertida.

Laura gargalhou. Luna ficou alguns segundos pensativa, olhando pro pai com a maior seriedade do mundo. Então soltou.

— Ai, papai… o senhor fala “taco de beisebol” como se soubesse brigar com alguém. O senhor resolve tudo conversando e fazendo carinho. Até suas broncas são educadas.

Laura quase chorou de tanto rir. Edgar fingiu indignação. Mas então pegou discretamente o celular. Digitou algo rápido. E virou a tela só pra Laura ler.

“Meu diálogo com você… vai ser eu prendendo essa boquinha atrevida na cama enquanto uso meu taco de beisebol pra te lembrar quem é que te deixa desse jeitinho.”

Laura ficou vermelha imediatamente. Muito vermelha. Luna estreitou os olhos desconfiada observando os pais. Depois começou a rir.

— Mamãe tá igual um tomate.

Edgar sorriu satisfeito consigo mesmo. Então se aproximou da cama, beijou demoradamente a testa de Laura e murmurou baixo.

— Vamos tirar nossa primeira foto em família?

O quarto da maternidade havia se transformado num pequeno cenário de revista de família.

A luz suave do fim de tarde atravessava as cortinas claras enquanto o fotógrafo caminhava discretamente pelo ambiente, registrando cada detalhe daquele momento.

Laura estava deslumbrante. Mesmo cansada do parto.

Os cabelos loiros estavam arrumados em ondas leves, a maquiagem suave valorizava os olhos ainda inchadinhos de emoção, e a camisola de seda clara deixava ela com aquele ar delicado e luminoso de mãe recém-parida completamente apaixonada pelos filhos.

Isaac dormia tranquilo nos braços dela.

Luna permanecia sentada ao lado da mãe na cama, toda orgulhosa, segurando delicadamente a mantinha do irmão enquanto sorria para as fotos como se tivesse acabado de ganhar o maior presente do mundo.

Mais afastado, perto da janela, Liam segurava Oliver. E havia algo naquela imagem que deixava tudo mais intenso. Mais sensível.

Oliver dormia tranquilo contra o peito dele, completamente aconchegado nos braços do tio. Liam o segurava com um cuidado quase reverente.

O fotógrafo abaixou a câmera por um instante observando a cena. Até ele parecia emocionado. Edgar então olhou para o relógio e sorriu de canto.

— Acho que eles chegaram.

Quase no mesmo instante, vozes começaram a surgir do lado de fora do quarto. Ísis era a mais animada.

— Edgar Sterling, pelo amor de Deus, abre essa porta logo! — reclamou do corredor. — Esse suspense já está me causando ansiedade materna.

Alex começou a rir ao lado dela.

— Ela está surtando desde o elevador.

Edgar segurou a risada e caminhou até a porta. Antes de abrir, olhou rapidamente para Laura. Os olhos dos dois se encontraram. E o sorriso cúmplice surgiu imediatamente.

Então ele abriu apenas uma fresta da porta e apoiou o braço no batente.

— Preparados para surpresa?

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